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Virus Schmallenberg pode arruinar indústria ovina

 O vírus Schmallenberg (SBV), produtor de má-formação congênita em cordeiros e bezerros e que provoca febre, diarreia severa e abortos no gado, provoca hidrocefalia e torcicolos nos cordeiros recém-nascidos, já foi detectado em 4.133 fazendas na Europa, conforme dados dos serviços veterinários da Alemanha, Holanda, Bélgica, Inglaterra, França, Luxemburgo, Itália e Espanha, países afetados até o momento. Do total de casos, foram encontrados 2.479 focos do vírus em criações de ovinos, 1.578 em rebanhos de bovinos e 76 em criações de caprinos.

Segundo informações do Instituto Friedrich-Loeffler, principal responsável pelo controle dessa epidemia na Alemanha, onde o vírus foi identificado pela primeira vez, existem 1.510 casos nesse país, dentre os quais 851 são em ovinos, 613 são em bovinos e 46 são em caprinos.

Na Holanda, o Ministério de Assuntos Econômicos, Agricultura e Inovação comunicou que a nova doença já afetou a 341 propriedades, das quais 107 são de ovinos, 228 de bovinos e seis de caprinos.

No caso da Bélgica, a Agência Federal para a Segurança da Cadeia Alimentar (Afsca) comunicou a presença do novo vírus em 533 fazendas do país, com 167 focos em ovinos, 364 em bovinose dois em caprinos.

Na Inglaterra, o Departamento do Meio Ambiente, Alimentos e Assuntos Rurais (Defra) confirmou que o vírus Schmallenberg chegou a 258 propriedades, com 222 focos declarados em ovinos e 36 em bovinos.

Na França continuam aumentando os casos e o Ministério da Agricultura, Alimentação, Pesca e Desenvolvimento Rural e Regional já reconheceu a presença do vírus SBV em 1.471 propriedades, a maioria delas de ovinos (1.125), mas também em propriedades de bovinos (369) e caprinos (17).

Em Luxemburgo, as autoridades sanitárias constataram a presença da doença em 12 propriedades: seis de ovinos e seis de bovinos.

Na Itália, a confirmação do número de fazendas afetadas subiu para sete, após detectar-se os primeiros casos em bovinos e quatro novos casos positivos em caprinos, que se somam ao primeiro foco detectado anteriormente.

Na Espanha, os veterinários do Departamento de Agricultura e Pesca do estado de Andaluzia encontraram, no dia 6 de março, os primeiros sintomas clínicos da doença em uma propriedade mixta de ovinos e caprinos no município de Topázio do Duque (Córdoba), no aborto de um animal com malformações.

O Laboratório Central de Veterinária de Algete (Madri) do Ministério de Agricultura e Meio Ambiente informou o resultado positivo, confirmando o primeiro caso do vírus na Espanha.

Os sintomas desse vírus manifestam-se de duas formas; a primeira é observada em vacas e bezerros e se caracteriza por febre, diminuição na produção de leite, diarreia severa e em algumas ocasiões abortos; e a segunda gera deformações congênitas nas extremidades.  De acordo com o professor de patologia veterinária, da Universidade de Liverpool, Malcolm Bennett, "esses vírus são disseminados por insetos, em particular, mosquitos".

Ainda não existe vacina contra o vírus ou um tratamento específico e também não há indícios que permitam concluir que pode infectar outro animal que não seja bovino ou ovino.   Além disso, a Agência de Padrões Alimentícios (FSA) está aconselhando o público que, baseado nas atuais evidências, de que pouco provável a existência de qualquer risco aos consumidores humanos através da cadeia de alimentos. Nenhuma doença foi reportada até agora em humanos expostos a animais infectados com o vírus Schmallenberg, até porque se acredita que o Schmallenberg é transmitido por mosquitos.

Fonte: Farm Point

Adaptação: Revista Veterinária

   

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