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Cardiomiopatia Dilatada em cães: definição e diagnóstico

A cardiomiopatia dilatada é caracterizada como uma dilatação ventricular progressiva, com redução de função ventricular esquerda ou de ambos os lados. Ela não tem causa aparente, sendo definida por enfermidade hereditária, na maioria das vezes, podendo surgir também pelo desgaste do coração ao ser sobrecarregado devido a problemas secundários. Em humanos é responsável por 40% dos casos com indicação para transplante cardíaco, já em animais, por ainda não ter uma cultura nem técnicas específicas, não é usado esse tratamento, e sim tratamentos que auxiliam o coração a trabalhar de forma mais eficaz e medicamentos que fazem com que ele possa trabalhar de forma mais branda.

O diagnóstico é feito por meio de exame clínico, histórico do animal e exames laboratoriais. No exame clínico já deve ser tido como diagnóstico diferencial cães de raças de grande porte, gigantes e cockers spaniels, que são naturalmente predispostos a essa enfermidade. Outros sinais compatíveis com a cardiomiopatia dilatada que podem ser identificados no exame clínico são: batimento cardíaco extra ("galope"), sopro e arritmias. Pode-se ouvir ainda ruídos anormais nos pulmões dos cães com insuficiência cardíaca do lado esquerdo e pulsação ou distenção da jugular em casos de insuficiência do lado direito. Neste último caso, quando observados pelo raio-X ou outro exame de imaginologia, observa-se aumento do fígado, e retenção de líquido no abdômen. Nos exames laboratoriais são medidas alterações nas concentrações de determinados constituintes do sangue, como sorologia de proteínas, sódio e potássio, enzimas hepáticas, ureia, creatinina, nitrogênio e outros indicadores de funções renais.

Apesar de haver vários tipos de alterações em exames mais simples como os citados acima, para fechamento de diagnóstico é necessário que seja feito um ecocardiograma, onde se observa a dilatação e o aumento das câmaras do coração que reduzem a espessura das paredes cardíacas e por isso ocorre a diminuição da atividade do coração.

A cardiomiopatia geralmete não tem cura e em menor quantidade de casos ainda há a regreção espontânea da mesma, logo, cães que apresentam essa doença, devem ser monitorados com frequência para se observar o nível de progressão e são indicados pelo médico veterinário, medicamentos que ajudam a abrandar algumas reações neurológicas e hormonais que contribuem para o agravamento da doença, como a digoxina. Já outros, como dobutamina, amrinone e milrinone podem ser usados para aumentar a capacidade do coração, porém não são indicados para uso contínuo, e sim situações de emergência.

O uso de drogas inibidoras de enzimas conversoras de angiotensina vem sendo muito úteis, uma vez que amenizam os sinais de insuficiência cardíaca. Outras drogas vasodilatadoras e controladoras de ritmo cardíaco também costumam ser usadas em combinação para o tratamento.

Nos anos 80, foi descoberto a taurina como agente mais importante na cardiomiopatia dilatada em gatos, e para solucionar o problema foram feitas correções nas fórmulas de rações para gatos, eliminando a deficiência de taurina nas mesmas, o que resultou na diminuição de forma indescritível de casos da doença, mas em cães ainda não foi determinado o papel dessa substância, servindo de desafio para profissionais da área a sua cura e controle.

Fonte: Greepet

Adaptação: Revista Veterinária

 

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