Aumente seu conhecimento no mundo Veterinário

Junte-se a milhares de apaixonados por animais. Receba gratuitamente nossas dicas para o seu sucesso.



Prometemos não utilizar suas informações de contato para enviar qualquer tipo de SPAM.

Reprodução equina

A reprodução equina é um fator a ser considerado pelo criador. A espécie equina apresenta algumas peculiaridades em relação às demais espécies domésticas, apresentando baixo índice de fertilidade. Como fatores que corroboram esse fato, pode-se citar a reprodução apenas ao redor dos 3 anos, 11 meses de gestação, apenas um produto por gestação e a ocorrência comum de reabsorção e abortos, ultrapassando 15% em alguns casos. O criador deverá, portanto, tomar medidas oportunas para que a produção de potros possa cobrir o custeio dos animais e o arrendamento da terra.

Para a eficiência da produção de um rebanho está diretamente relacionada com o número de produtos obtidos, independentemente do objetivo da produção. Na medida em que se obtém maior número de animais nascidos, maior será o número de animais para o processo de seleção, para a comercialização e, consequentemente, maior será a rentabilidade da criação. Desta forma, para que o manejo reprodutivo possa ser de fato eficiente, deve ser entendido como um item indissociável do manejo geral do rebanho.

Assim o manejo reprodutivo está inserido em aspectos diversos como, por exemplo, a alimentação, o sistema de acasalamento, as biotécnicas a serem utilizadas no processo de evolução genética, o estabelecimento de critérios para a seleção de reprodutores e matrizes e o controle de doenças da esfera reprodutiva.

Para um garanhão ideal seria aquele com 3 anos ou mais, com bom temperamento, saudável, com aparelho reprodutor funcional, apresentando sêmen de qualidade (análise quantitativa e qualitativa), boa genética e morfologia e com bom desempenho competitivo. A égua ideal entraria na reprodução a partir dos 3 aos 5 anos, tendo de preferência 18 anos no máximo, saudável, aparelho reprodutor funcional e boa conformação de vulva, boa habilidade materna, boa genética e morfologia e bom desempenho competitivo. Mesmo que ambos os reprodutores sejam bons animais, é preciso ver se o acasalamento é indicado.

Deve-se atentar também para os fatores ambientais principalmente a ação do fotoperiodismo, pois, os animais foram classificados em dois tipos: animais de dias longos, no qual se incluem os equinos e os bovinos, cuja atividade sexual se manifesta após o solstício de inverno, ou seja, quando os dias crescem, e animais de dia curto, no qual são inseridos os ovinos, caprinos e suínos, cuja atividade sexual se manifesta após o solstício de verão, ou seja, quando os dias decrescem.

A estação de monta nos equinos vai de setembro a fevereiro na maioria das raças, que é exatamente onde ocorre a maior parte dos cios férteis. As éguas são poliéstricas estacionais de primavera/verão, isso é, apresentam vários cios, mas somente em uma época do ano, nas estações mais quentes. Para que a égua entre no cio, é essencial que ela tenha idade adequada e boa condição nutricional, além da presença de fotoperíodo longo (16h/dia) e temperaturas mais quentes.

O ciclo estral é o ritmo funcional dos órgãos reprodutivos femininos que se estabelece a partir da puberdade. Compreende as modificações cíclicas na fisiologia e na morfologia dos órgãos genitais e também no perfil dos hormônios relacionados.  O ciclo estral nas éguas dura de 20 a 23 dias, com média de 21 dias. As fases são o Pró-estro (preparação para o estro), Estro (5-8 dias - influência do estrógeno), metaestro (fase de transição) e diestro (15-17 dias - influência da progesterona). Fora da estação de monta, a maioria das éguas entra em anestro, com exceção daquelas em áreas tropicais com luminosidade e calor durante todo o ano. As éguas ovulam 24-48 horas antes do final do cio (pico de LH).

A detecção do cio é de extrema importância, para identificar o momento correto para a cobertura. Algumas éguas apresentam o chamado "cio silencioso", que é quando elas não demonstram sinais típicos de cio. Nesses casos, se faz o acompanhamento folicular para se determinar o momento da cobertura. Para cobrir a égua, é preciso ter certeza de que ela está no cio (rufiação/controle folicular), caso contrário além do desperdício de sêmen ou desgaste do garanhão ela poderá desenvolver lesões e infecção uterina, pois a cérvix estará fechada e o endométrio com poucas células de defesa.

Sistema de monta na equiocultura:

  • Na monta à campo, um grupo de éguas (harém) são soltas com um garanhão durante toda a estação de monta. Cada garanhão pode cobrir de 15 a 25 éguas. As vantagens são a alta taxa de fecundação - 80% a 100%, pouca mão de obra, bem estar animal (mais próximo ao natural). As desvantagens são: não se sabe data correta da cobertura, há risco de acidentes, é preciso um controle sanitário bom para não disseminar doenças pelo plantel, pode ocorrer exaustão do garanhão. Esse sistema é utilizado para animais rústicos e experientes.
  • Na monta controlada em piquete, a égua com sinais claros de cio e garanhão são colocados juntos em um piquete pequeno. Nesse sistema, um garanhão pode fazer de 1 a 2 coberturas por dia, com descanso de um dia na semana. As vantagens são: controle das datas de cobertura, possibilidade de intervenção em caso de brigas, possibilidade de realizar higiene prévia, utilização racional do garanhão. A desvantagem seria o maior risco de acidentes. Esse sistema funciona para animais experientes e não agressivos.
  • Na monta dirigida, a égua é preparada para a monta: limpeza da vulva com papel toalha, a cauda é enfaixada, imobilização com peia, uso de cabresto e cachimbo, se necessário. O garanhão é levado até a égua para realizar o salto, com cabresto ou cabeçada. As vantagens são o controle das datas de cobertura, possibilidade de intervenção, uso racional do garanhão, segurança para funcionários e animais. A desvantagem seria maior utilização de mão de obra e baixo grau de bem estar animal, principalmente para a égua, que muitas vezes é contida de forma dolorosa.

O conhecimento dos mecanismos fisiológicos da reprodução, bem como dos fatores que influenciam direta ou indiretamente a reprodução, torna possível a realização de um manejo reprodutivo adequado, possibilitando também a utilização de biotécnicas que visam maximizar a eficiência reprodutiva do rebanho.

Fontes: Gege , Ufersa

Adaptação: Revista Veterinária

Conheça o Curso de Manejo Reprodutivo em Equinos

 

Notícias

Deixe seu comentário:

Comentários

Esta publicação não possui comentários.

Cadastre-se e receba conteúdos exclusivos para se destacar no mercado.

Cadastre-se e receba conteúdos exclusivos para se destacar no mercado
(Campos com * são obrigatórios)

Conecte-se ao mundo Veterinário gratuitamente!



Prometemos não utilizar suas informações de contato para enviar qualquer tipo de SPAM.
Sites relacionados
Revista Agropecuária Revista Veterinária Portal Suínos e Aves Tecnologia e Florestas
© 2018 Revista Veterinária. Todos os Direitos Reservados.