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Pesquisadores Americanos estão realizando um estudo sobre prevenção do câncer canino

O câncer e a doença que mais mata cachorros com idade avançada. Nos Estados Unidos pesquisadores da Universidade do Estado do Colorado estão à procura de 3 mil cães da raça golden retriever que possam integrar um estudo sobre prevenção do câncer.

O levantamento realizado pelo Centro de Câncer Animal da universidade norte-americana, que já é considerado o maior estudo com cães já feito, tentará rastrear riscos genéticos, nutricionais e ambientais que influenciam na formação de carcinomas que podem ser fatais para os cães.

De acordo com o principal pesquisador do trabalho, Rodney Page, o câncer nos ossos, nos gânglios linfáticos (linfoma) e nos vasos sanguíneos são os que mais oferecem risco. O especialista espera obter ainda dados sobre enfermidades como artrite, distúrbios hormonais e epilepsia.

São considerados "cobaias perfeitas" os cachorros golden retrievers de raça pura, com idade inferior a 2 anos, e cujo pedigree pode ser rastreado em ao menos três gerações anteriores. A raça foi escolhida por ser considerada comum, já que é o quarto cão mais reconhecido pelo American Kennel Club (AKC), um dos maiores clubes de registro de genealogias de cachorro de sangue puro dos EUA.

Os veterinários esperam que a pesquisa possa também beneficiar os seres humanos. Segundo os cientistas envolvidos, uma atenção especial será dada à relação do surgimento do diabetes com a obesidade precoce.

A busca por cães jovens se justifica pelo fato da necessidade de se obter mais detalhes sobre a breve vida deles. A expectativa é que os resultados do estudo sejam divulgados em menos de uma década. "Antes desse grupo de cães voluntários deixarem este mundo, espero ter dados para tentar ajudá-los", explica Nancy Mesa, veterinária do Hospital Animal Alpine. Um cão vive, em média, até 14 anos.

"Estudar um cão por dez anos é como se estudássemos um ser humano por 60 ou 70 anos (...). Há muitos exemplos de fatores de risco presentes em cães que também foram encontrados em pessoas", explica Wayne Jensen, diretor da Fundação Animal Morris, que disponibilizou US$ 25 milhões para a realização da investigação científica.

Outros aspectos ligados à vida do cão serão analisados na pesquisa, como por exemplo, o quanto a afeição de um proprietário pode afetar a saúde e a longevidade do animal. Isto tentará ser comprovado por meio de perguntas relacionadas ao convívio do bicho de estimação, como o número de crianças que uma família possui ou quantos outros animais existem no mesmo local onde o cachorro vive.

Fonte: G1

Adaptação: Revista Veterinária

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