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Saiba mais sobre mormo em equinos

cavaloDoença infecto-contagiosa causada pela bactéria gram negativa, a Burkholderia Mallei que acomete principalmente equinos, muares e asininos, apesar se ser também considerada uma zoonose. Foi descrita há séculos e aparentemente extinta do Brasil no ano de 1968, porém, há pouco tempo foram notificados oficialmente casos nos estados de Alagoas, Pernambuco, Ceará, Sergipe, Piauí, Maranhão e algumas suspeitas em Minas Gerais, o que está causando grande alarde por parte de proprietários de fazendas de criação e aras, devido a seu alto índice de mortalidade. Sua transmissão se dá por diversas vias, uma vez que entre em contato com secreções nasais, pus, urina ou fezes contaminadas.

As principais vias de transmissão são: digestiva, respiratória, genital e cutânea. Quando inoculado, o bacilo passa por um período de incubação de aproximadamente quatro dias antes de começarem a aparecer os primeiros sintomas. A doença pode ser de duas formas, crônica ou aguda, sendo diferentemente caracterizada pela apresentação dos sintomas.

A forma aguda é a mais perigosa, pois sua evolução se dá em maior velocidade, proporcionando pouca oportunidade para o organismo do animal reagir. Febre alta, em torno de 42 °C, prostração, fraqueza, aparecimento de pústulas na mucosa nasal que posteriormente evoluem para úlceras profundas e entumecimento ganglionar, são sintomas característicos da fase aguda, enquanto que a crônica se apresenta principalmente na pele, laringe, traqueia, fossas nasais e pulmões, e mesmo acometendo alguns órgãos em comum, a crônica tem sua evolução mais lenta.

A primeira providência a ser tomada quando há suspeita da doença dentro da propriedade é fazer o exame clínico dos animais suspeitos, sorologia (para casos de positivo, repetir dois meses depois) e isolar os que apresentarem algum dos sintomas para evitar uma maior disseminação. O isolamento da área onde os equinos doentes foram encontrados também se faz necessário, uma vez que o bacilo pode sobreviver até seis semanas fora do organismo, mesmo sendo considerado parasita obrigatório.

Os animais que não resistirem devem ser cremados e as medidas profiláticas devem ser suspensas apenas 3 meses após o último caso. O tratamento é feito a base de sulfas, principalmente sulfadiazina, sulfatiazol, sulfacnoxalina ou cloranfenicol e outros fármacos em forma de antibióticos. Essa doença é de notificação obrigatória, logo, não deve ser ignorada nem tratada com negligência!

Fonte: Saúde Animal

Adaptação: Revista Veterinária

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