Campanha de vacinação contra febre aftosa vai até 31 de maio

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Começou, no dia 1º de maio, a etapa da Campanha Nacional de Vacinação contra a Febre Aftosa que pretende abranger os principais estados pecuários do Brasil e o Distrito Federal. No estado de Minas Gerais, de acordo com o Instituto Mineiro de Agropecuária (Ima), a expectativa é de que sejam imunizados 22,6 milhões de bovinos e bubalinos de todas as idades, espalhados nas 330 mil propriedades rurais do estado. A campanha vai até o dia 31 de maio.


A febre aftosa é uma doença causada por vírus do gênero Aphtovirus, altamente contagiosa, que acomete animais biungulados (com fenda no casco), domésticos ou selvagens. No Brasil, existem três tipos do vírus, A, O e C, sendo estes os tipos presentes na vacina aplicada no país. Apesar da mortalidade praticamente inexistente, principalmente entre animais adultos, a doença causa sérios prejuízos econômicos para o produtor. Como os animais passam a apresentar febres e dificuldades de locomoção e alimentação, por causa das aftas, ocorre o emagrecimento e queda na produção de leite, por exemplo. Além disso, por ser uma doença muito contagiosa, a febre aftosa se espalha facilmente por rebanhos inteiros, o que multiplica os prejuízos.

 

O estado de Minas Gerais é, atualmente, considerado uma zona livre de febre aftosa com vacinação. Isto significa que, apesar de erradicada a doença, com o último foco em 1996, as campanhas de vacinação ainda são obrigatórias. Segundo a médica veterinária da Gerência de Defesa Animal (GDA) do Ima, Marieta Cristina Madureira, além da importância central, que é a imunização dos animais, as campanhas garantem a manutenção do status de livre com vacinação, com o reconhecimento internacional pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE). “A meta é continuar vacinando. Não existe nenhuma definição oficial sobre a retirada da vacinação nesse momento”, afirma. No Brasil, apenas o estado de Santa Catarina está classificado como zona livre sem necessidade da imunização.

 

O reconhecimento e a manutenção de Minas Gerais como um estado livre da febre aftosa garante não apenas maior produtividade para os rebanhos, mas também a abertura de mercados. Para a professora da Escola de Veterinária da UFMG, Zélia Lobato, apesar do vírus não contaminar diretamente a carne, é possível que ele seja transportado com ela quando em condições inadequadas, o que gera insegurança para as importações. “Um país positivo para a febre aftosa encontra problemas para vender seus produtos. Isso é importante e diz muito sobre o porque de termos a meta de ser livres. Esta classificação nos abre uma grande perspectiva de mercado”, explica. Ainda de acordo com a professora, o país teve grande evolução nos últimos anos, mas diversas ações devem ser cumpridas para que sejamos considerados livres da doença, como a garantia de fortes esquemas de vigilância sanitária, de controle de fronteiras e de cobertura das campanhas de vacinação.

 

Os produtores rurais mineiros devem, obrigatoriamente, até o dia 31 de maio, comprar a vacina, imunizar seus rebanhos de bovinos e bubalinos e comprovar a vacinação em um dos escritórios do Ima, apresentando a nota fiscal da compra da vacina e a Carta Aviso preenchida com o número de animais existentes e os vacinados, por idade e por sexo.

 

Fonte: Site Escola Veterinária da UFMG

 

 

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Atualizado em: 24 de maio de 2011

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