Células – tronco podem revolucionar o tratamento em cavalos de alta performance

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Pesquisas têm apontado que a melhor solução pode estar numa nova tecnologia de tratamento, feita à base de aplicações de células-tronco, que promete dar um novo salto no tratamento de lesões graves e evitar que campeões precisem abandonar as pistas.

“O uso dessas células possibilita a cura de lesões até então crônicas ou sem perspectiva, como lesões nervosas, artrites, lesões nos tendões, ruptura de ligamentos suspensórios, entre outros”, afirma Pavel Kerkis, diretor administrativo da Celltrovet, empresa que há cinco anos disponibiliza esse tipo de tratamento no mercado brasileiro.

“Nos Estados Unidos e na Europa já é usado há vários anos. No Brasil, é muito novo, mas já vem mostrando resultados”, garante Kerkis, cujo pai, Alexandre Kerkis, fundador da empresa, pesquisa o uso medicinal de células-tronco há mais de 30 anos.

Ao contrário das polêmicas células embrionárias, retiradas dos embriões humanos, no caso dos cavalos, essas células são retiradas de camadas de gordura ou da polpa dentária do animal e depois são injetadas na região da lesão. Como possuem um grande efeito regenerativo, elas fazem com que o organismo “reconstrua” os tecidos afetados.

Uma nova cura: células são retiradas da saliva do animal e injetadas nas áreas da lesão. Cada aplicação sai por R$ 3 mil e reduz o tempo de recuperação em até três meses

“O número de aplicações varia de acordo com o tipo da lesão e do biotipo do animal”, explica o diretor de inovação tecnológica da Celltrovet, Enrico Santos. “É possível fazer o tratamento, usando células-tronco retiradas do próprio animal ou até retiradas de outros animais. Essas são guardadas em nosso banco de células. Nesse caso, a vantagem é que não é necessário fazer nenhuma incisão no cavalo”, completa.

Há mais de três anos ele recorre ao tratamento com células-tronco em seus animais e garante que os resultados são positivos. “A grande vantagem é a maior rapidez na recuperação, que em média é até três meses mais rápida”, revela. “Além disso, o uso de células-tronco não deixa cicatrizes, o que reduz o risco de novas lesões”, completa Wolf.

Já para Pavel Kirks, em breve, o uso dessas células não deve ficar restrito ao mundo dos cavalos. “Já temos várias pesquisas que mostram que o tratamento contra a mastite em gado de leite é eficiente. Agora estamos em busca de parcerias para testar seu uso em campo”, conclui.

 

Fonte: Site Equideocultura

 

Adaptação: Revista Veterinária

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Atualizado em: 10 de junho de 2011

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