Coleta de embriões, sem cirurgia, em caprinos e ovinos

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A coleta de embriões em ruminantes através de cirurgia é um procedimento utilizado por muitos produtores rurais, mas esse sistema pode provocar danos aos animais, como aderências e morte.

Para minimizar  esse problema, um procedimento não cirúrgico foi desenvolvido pela Embrapa Caprinos e Ovinos, em parceria com a Embrapa Gado de Leite, especificamente para pequenos ruminantes, como caprinos e ovinos. O processo é composto por um circuito e uma sonda que trabalham em conjunto, formando um sistema de uso veterinário para coleta de embriões via transcervical.

Segundo Jeferson da Fonseca, pesquisador da Embrapa Caprinos e Ovinos, o circuito é acoplado a uma sonda, passada pelo canal cervical e atinge, dessa forma, o útero do animal. Dentro do processo de coleta, o líquido é injetado no útero e retorna, trazendo os embriões que por ventura estejam dentro dele.

– Esse equipamento foi desenvolvido obedecendo à demanda do mercado de caprinos e ovinos, sobretudo porque todo o material utilizado, anteriormente, era voltado para vacas. Portanto, o diâmetro e os tamanhos eram inadequados para a anatomia específica dos pequenos ruminantes – afirma o pesquisador.

Em função disso, os coeficientes de rigidez e de flexibilidade das sondas, assim como o posicionamento e o número de furos foram ajustados. Como o circuito foi desenvolvido para atender às peculiaridades dos pequenos ruminantes, a quantidade de líquido injetada passa a ser controlada via seringa.

– O primeiro ponto forte desse sistema é a melhoria da produtividade e, além disso, o bem estar dos animais, uma vez que esse procedimento não é cirúrgico, diferentemente de procedimentos adotados mundialmente. Isso porque a cirurgia gera riscos, como aderências e até a morte do animal – explica Fonseca.

– Durante a coleta dos embriões, deve-se ter o cuidado com a não abertura do líquido para o ambiente externo, evitando, assim, que sejam levados contaminantes do meio para dentro do útero do animal – orienta.

Esses equipamentos estão em fase final de licitação e devem ser disponibilizados a partir do segundo semestre deste ano. Segundo o pesquisador, há perspectivas de que eles sejam adotados mundialmente, tornando o procedimento totalmente não cirúrgico.

Fonte: Kamila Pitombeira/Portal Dia de Campo


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Atualizado em: 15 de julho de 2011