Enterotoxemia: Entenda essa doença que pode ser fatal

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Enterotoxemia é uma infecção intestinal aguda e não contagiosa. Geralmente fatal, a doença é causada pela bactéria Clostridium perfringens que resulta na toxemia sistêmica do animal e causa diversos prejuízos aos proprietários.

A rápida evolução da enfermidade, sinais graves e as altas taxas de mortalidades se tornam preocupação constante para quem lida diretamente com o gado. Pois, a enterotoxemia está diretamente ligada com a alimentação. Ou seja, animais com uma dieta mal balanceada (muito rica em grãos) são mais propensos a apresentá-la.

Como acontece o contágio da enterotoxemia?

Os animais contaminados pela doença liberam esporos juntamente com suas fezes e contaminam o ambiente. Então, esses esporos ao serem ingeridos por bezerros recém-nascidos, que são mais suscetíveis à enfermidade que ao entrarem em contato com a mucosa intestinal levam ao seu desenvolvimento.

A bactéria causadora da enfermidade faz parte da flora intestinal do animal e pode também ser encontrada no solo, porém em pequenas quantidades. Mas, a enterotoxemia somente se desenvolve quando há aumento dessas bactérias. Ela causa prejuízos à saúde do animal pela disseminação das toxinas produzidas que são disseminadas por todo o organismo, por meio da corrente sanguínea.

A enterotoxemia pode se manifestar de três formas: subaguda, aguda e superaguda.

Sinais clínicos da enfermidade

Dentre os principais sinais da enterotoxemia podemos destacar:

– Apatia
– Anorexia
– Desidratação
– Diarréia sanguinolenta
– Dor abdominal intensa

Diagnóstico e tratamento

O diagnóstico da enterotoxemia deve sempre ser realizado por um médico veterinário, que será responsável por analisar o histórico do animal e os sinais clínicos apresentados. Entretanto, o diagnóstico assertivo só é obtido por meio dos exames laboratoriais.

Quando a enfermidade é diagnosticada a tempo, o tratamento é realizado com antibióticos. Porém, a prevenção é ainda a melhor forma de evitar a doença, veja sobre o assunto no próximo tópico.

Prevenção

A vacinação antes do período que antecede o início do confinamento é a principal forma de prevenção. Ela deve ser aplicada nos animais aos 4 meses com um reforço após 30 dias, a partir daí deve-se fazer a imunização anualmente.

Outro controle da enterotoxemia pode ser feito pela administração de uma dieta equilibrada, com o menor fornecimento de grãos e aumento de fibras consumidos pelo rebanho.

Principalmente, você precisa estar preparado para enfrentar essas e outras situações emergenciais, sabe como?

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Fonte: Embrapa

Adaptação: Revista Veterinária

      

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Atualizado em: 30 de novembro de 2018

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