Exame andrológico bovino

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Para que sejam alcançados bons índices de gestação em propriedades rurais, seja de pecuária de corte ou de leite, que fazem o uso de touros reprodutores, é necessária uma avaliação prévia da fertilidade e da capacidade de monta do reprodutor, de forma a se garantir que este esteja apto à reprodução.

Esta capacidade reprodutiva pode ser estimada pelo Exame Andrológico, que é composto pela avaliação física do animal e de seu aparelho reprodutor, bem como pela avaliação das características físicas, morfológicas e microbiológicas do sêmen à fresco.

O exame andrológico é imprescindível para que bovinos sejam usados como reprodutores.

Pelo exame andrológico completo podem ser detectadas alterações do desenvolvimento do sistema genital, alterações regressivas, alterações progressivas e alterações inflamatórias nos diversos órgãos, bem como distúrbios na libido e na habilidade de cópula. Essas alterações levam tanto à incapacidade de fertilização como de monta, em vários graus, caracterizando quadros de subfertilidade ou de infertilidade masculina.

O exame andrológico completo fundamenta-se na avaliação de todos os fatores que contribuem para a função reprodutiva normal do touro. Esse exame está indicado nas seguintes situações: na avaliação do reprodutor antes da estação de monta; nas relações de comercialização de reprodutores; na ocorrência de falhas reprodutivas no rebanho; para determinação da ocorrência da puberdade; para o diagnóstico de problemas de fertilidade; para o ingresso nas centrais de inseminação e com vistas ao congelamento de sêmen.

Na realização do exame andrológico, a adoção de um formulário apropriado é fundamental para a condução dos exames Esse formulário contém um cabeçalho com o nome, o número de inscrição no Conselho Regional de Medicina Veterinária (CRMV) e o endereço do médico veterinário responsável pela execução dos exames. O formulário deve conter ainda um roteiro com quatro itens básicos e fundamentais para emissão do certificado de exame andrológico: a identificação do animal e do seu proprietário, o exame clínico, o espermograma propriamente dito e a conclusão dos achados.

No Brasil cerca de apenas 7% de todo o rebanho bovino é inseminado artificialmente, sendo desta forma, a monta a campo, ainda usada intensamente. Este dado ressalta a importância da avaliação e seleção dos machos a serem usados como reprodutores, e da sua contribuição para a eficiência reprodutiva do rebanho.

O uso do sêmen congelado permite rápido avanço genético dos rebanhos comerciais, permitindo a escolha de reprodutores que melhor atendam às necessidades de produção.

A criopreservação de sêmen de animais superiores permite a maximização de seu material genético, pelo aumento do número de fêmeas que podem ser inseminadas com um único ejaculado, além de permitir o armazenamento deste material por tempo indeterminado. Esta técnica, associada à Inseminação Artificial, reduz o risco de acidentes e transmissão de doenças reprodutivas decorrentes da monta facilita a comercialização e o transporte do material genético, além de servir de estoque de material genético em caso de acidente ou morte do reprodutor.

Fonte: Infoteca

Adaptação: Revista Veterinária

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Atualizado em: 13 de dezembro de 2012