Glaucoma em cães

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Você sabia que o Glaucoma é a maior causa de cegueira em cães e que ele pode aparecer sem aviso prévio?

Por isso é muito importante conhecer os sintomas prévios pois, se diagnosticado precocemente tem como tratar evitando o desenvolvimento de sequelas.

O olho contem em seu interior um líquido chamado humor aquoso que mantém o formato e pressão dos olhos. Esse líquido está constantemente sendo produzido e eliminado. Se esse processo não se mantém, a pressão do olho aumenta causando danos as estruturas dos olhos.

Assim como o aumento da pressão arterial sistêmica pode causar danos ao coração e rins, a pressão aumentada do olho pode causar danos às estruturas oculares. A retina que é a parte posterior do olho e o nervo óptico (que envia os sinais visuais ao cérebro) são especialmente sensíveis ao aumento de pressão ocular.

Existem dois tipos de glaucoma: primário e secundário.
O Glaucoma primário é uma doença hereditária e é visto mais frequentemente em Cocker Spaniel, Basset Hound, Beagle, Chow Chow, Samoieda, Shar Pei, Huskie entre outros. Nesse caso há um “defeito” na drenagem do humor aquoso, aumentando a pressão intraocular. Os sintomas geralmente aparecem em um dos olhos e depois pode atingir ambos, levando então a cegueira. Como os cães “não falam” e não relatam desconforto ou perda da visão parcial, muitas vezes somente percebemos que o animal tem algum problema quando deixa de enxergar e nesse estágio as lesões causadas aos olhos são bastante extensas e muitas vezes irreversíveis. Por isso é importante fazer avaliações periódica dos olhos com um “Veterinário Oftalmologista” e mensurar a pressão ocular.
O Glaucoma secundário ocorre nos cães quando algo impede a drenagem do humor aquoso, normalmente associado à luxação de cristalino, cirurgias de catarata, inflamações de estruturas dos olhos como uveíte, câncer nos olhos, traumatismos oculares entre outros (foto 530).

O Glaucoma é considerado extremamente doloroso em pessoas e acredita-se que seja tão doloroso ou mais em cães. O dono deve estar sempre atendo aos sintomas que geralmente são os olhos fechados, esfrega as patas nos olhos frequentemente ou esfrega a cabeça no chão. Isso pode ser sinal de dor e uma tentativa de aliviá-la.
Outros sinais seriam, olhos vermelhos, tremores palpebrais, córnea azulada (parte externa do olho azulado) vômitos e andar com cabeça baixa. Conforme a doença progride, ocorre o aumento do tamanho dos olhos tornando se “arregalados” e na sequência, a perda da visão.

Há apenas uma maneira de diagnosticar o glaucoma precocemente – usando um pequeno aparelho chamado tonômetro que mede a pressão intraocular. É um teste simples  e pode ser feito no consultório veterinário. As vezes é necessário o uso de um colírio anestésico, mas a maioria dos animais tolera bem o exame que consiste em encostar levemente a ponta do aparelho na córnea medindo a pressão intraocular. O teste leva menos de 30 segundos e é extremamente confiável.

Já o tratamento depende da causa e da gravidade. O primeiro passo é identificar a causa do glaucoma, e ter por objetivo diminuir a pressão intraocular com o uso de medicamentos, diminuindo a dor e evitando a perda da visão.
O tratamento pode ser frustrante principalmente se for primário, pois a evolução é inevitável e assim o controle e acompanhamento veterinário deve ser constante.

 

Fonte: Site Pet Care

Adaptação: Revista Veterinária

 

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Atualizado em: 27 de junho de 2011