Hipocalcemia, doença que pode matar vacas no pós parto

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A hipocalcemia, também conhecida como “Febre vitular”, “Febre do leite” ou “Paresia puerperal”, é uma doença metabólica muito séria que pode levar a vaca à morte. Essa doença, muito comum no pós-parto, provoca uma queda no teor de cálcio no sangue e faz com que o animal apresente um quadro de depressão, que pode provocar grandes alterações na concentração muscular e de uma série de órgãos, segundo o médico veterinário Enrico Lippi Ortolani, professor do departamento de clínica médica da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Universidade de São Paulo. O grande problema é que a incidência da doença é muito alta nos rebanhos brasileiros. Ortolani diz que, em muitas propriedades, uma a cada três vacas apresentam hipocalcemia até o terceiro dia após o parto.

Os produtores de leite precisam ficar muito atentos porque os números que o especialista apresenta são assustadores. Se a vaca não for devidamente tratada, 70% delas têm chance de morrer. Quando a hipocalcemia ocorre logo após o parto a vaca tem um risco quatro vezes maior de ter retenção de placenta e até seis vezes maior de apresentar um quadro de deslocamento do abomaso, assim como desenvolver a mastite. Animais com o quadro de hipocalcemia têm um risco 24 vezes maior de apresentar cetose, que é outra enfermidade metabólica importante e também deve ser seriamente combatida.

– Como o ponto central da doença é o baixo teor de cálcio no sangue, o que o produtor tem que fazer é um tratamento imediato com quantidades de cálcio no sangue. Aplicam-se doses de cálcio na veia do animal e é importante se ter um veterinário para saber quanto deve ser usado e em que momento se deve parar porque se, também, se der muito cálcio, pode-se levar o animal à morte.

Em propriedades, com alta frequência desta enfermidade, pode-se fazer uma prevenção, com determinados tipos de sais minerais, o chamado sal aniônico, como preventivo no pré-parto.

Ortolani afirma que a dose ideal de sal aniônico a ser oferecido às vacas depende da fórmula dos três produtos disponíveis no mercado brasileiro. Mas, de uma forma geral, o produtor deve dar 180g do sal até o dia do parto. Ele chama atenção para a suspensão que deve ser feita no dia do parto, quando o sal não deve ser oferecido.

 

Fonte: Dia de Campo

Adaptação: Revita Veterinária

 

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Atualizado em: 22 de julho de 2011