Lesões de casco – prevenção, controle e monitoramento

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O casco fica apodrecido e por isso o animal não anda e não come…

 

O principal sinal clínico de que o animal está doente do casco é a dificuldade de se locomover. Inicialmente a pisada pode ser branda, e nos casos graves, os animais chegam a pastar ajoelhados, ou ficam deitados a maior parte do tempo.

A Pododermatite Infecciosa, também chamada de Foot Rot, Pietín Ovino ou Podridão dos Cascos, é uma doença contagiosa que ataca os cascos dos ovinos e caprinos. Sua causa é a ação de duas bactérias; uma está localizada no próprio intestino do animal, que se contamina ao pisotear constantemente suas fezes no solo,cuja ação da chuva e do sol cria um ambiente propício para a multiplicação da bactéria.

Um incômodo nos “pés” do animal, como a manqueira, leva à diminuição da produtividade em função da queda na produção de carne, leite e lã e dificuldades reprodutivas, sem contar os custos extras com o tratamento e possível descarte dos animais infectados.

Para prevenir as infecções nos cascos, eles devem ser inspecionados e limpos periodicamente. Esses cuidados devem ser redobrados, principalmente durante os períodos de muita umidade e calor prolongados. Os cascos com lesões (fissuras ou cortes) devem ser tratados para não servir de porta de entrada de microorganismos que podem causar a infecção.

Os animais doentes devem ser isolados do rebanho antes do tratamento adequado, alojados em local seco e limpo, e passar por casqueamento feito por técnico especialista, que deve retira o tecido morto do casco, permitindo, assim, melhor contato do animal com as soluções anti-sépticas, além de expor o microorganismo ao ar.

Os casos mais graves devem passar por um tratamento à base de antibióticos, conforme orientação do veterinário. Deve-se incluir no manejo de rotina a utilização do pedilúvio, localizado na entrada do brete ou tronco. Isso é essencial no controle das afecções podais, minimizando os processos infecciosos e muitas vezes melhorando a qualidade do casco.

A solução do pedilúvio deve ser trocada uma vez por semana ou quando tiver acúmulo de resíduos. Esta prática deve ser contínua, como medida profilática.

Deve-se realizar o casqueamento duas vezes ao ano, (início e final do período seco), a higienização dos utensílios usados no casqueamento deve ser feita após a sua utilização em cada animal, evitando-se a contaminação mecânica de um animal para outro.

O uso da vacina de forma sistemática e nos períodos recomendados, aliado a um manejo simples (pedilúvio e casqueamento) reduz em até 100% o aparecimento da enfermidade.

A vacina é bastante segura para animais em gestação. Cordeiros e cabritos estão aptos a receber a vacina a partir dos dois meses de idade, e todos os animais primos vacinados devem receber uma dose de reforço após 21 a 35 dias.

 

Fonte: Revista Cabra & Ovelha

Adaptação: Revista Veterinária

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Atualizado em: 2 de maio de 2011

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