Maedi-Visna, você sabe o que é?

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Doença contagiosa, que acomete ovinos, a Maedi-Visna é ocasionada por um vírus, o MaediVisna Vírus (MVV). É silenciosa, portanto, difícil de ser diagnosticada e pouco conhecida entre os produtores de ovinos. A consequência pode ser sérios problemas econômicos.

 Caracterizado pela superioridade genética da raça Santa Inês, o estado de Sergipe não realizou nenhum rastreamento sobre a existência desse mal. Em 2008, foi detectado um caso, na cidade de Lagarto, numa pesquisa, envolvendo, apenas, animais da cidade. Detectou-se, também, a presença do vírus em outros estados, como Minas Gerais, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Paraná, Pernambuco, Ceará, Bahia e São Paulo.

 Tem-se conhecimento de que a Maedi-Visna (MV) (MV) é similar à Artrite Encefalite caprina (CAE), sendo esta a mais comum e conhecida por ocasionar a famosa artrite nos caprinos. Pode não apresentar, durante anos, nenhuma sintomatologia, tornando-se, assim, de difícil diagnóstico.

 A MV, por agir igualmente, de forma silenciosa, e pouco estudada, tem-se manifestado entre os ovinos, independentemente de sexo, raça ou idade, podendo vir a ser grande causadora de prejuízos econômicos para os ovinocultores.

 É transmitida, principalmente, pela ingestão de colostro e leite contaminados, ou por secreções respiratórias. Existem, ainda, registros de contaminação através de agulhas, tatuadores e material cirúrgico, linha de ordenha inadequada (animais soropositivos ordenhados antes de soronegativos), além da convivência de animais positivos e negativos num mesmo espaço.

 Esse vírus pode ocasionar problemas respiratórios como pneumonia, seguidos por mastite, encefalite e artrite. O declínio da produção de leite e de carne é a principal consequência. Pode ocorrer, também, a perda de peso dos adultos, fraqueza, dificuldade de respirar, morte e abate de animais acometidos, bem como, a consequente perda de material genético de alto valor zootécnico.

 O controle e prevenção da doença podem ser feitos através de testes periódicos nos rebanhos, e do isolamento e descarte dos animais soropositivos e a separação dos filhotes, ao nascimento, para que não haja a ingestão do colostro contaminado. Ainda não se tem conhecimento de vacina contra a Maedi-Visna.

 O MERCOSUL exige o atestado de exames negativo, para essa doença, como também, é solicitado em algumas exposições.

 Aplicando-se todas as medidas profiláticas, de forma adequada, e feito o controle sistemático do rebanho, através de testes sorológicos, bem como os exames complementares, é possível que os rebanhos, pouco a pouco, consigam o status negativo. É imprescindível, porém, que os criadores se conscientizem da problemática que esta doença causa e queiram participar de um programa de controle voluntário da Maedi-Visna.

 

Fonte: Portal Dia de Campo

Adaptação: Revista Veterinária

 

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Atualizado em: 22 de novembro de 2011

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