Presença de cães ajudam vítimas em tribunal

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Vítimas como criança,  que são vulneráveis, recebem apoio de cães para conseguirem ultrapassar a intimidação em tribunal  ocasionada pelas pessoas que contra elas cometeram crimes. Rosie é uma cadelinha da raça Golden Retriever, treinada para dar conforto a pessoas que passam por momentos de stress intenso. Ela foi o primeiro cão aprovado judicialmente em Nova Iorque e esteve recentemente no banco das testemunhas para acompanhar uma adolescente de 15 anos, que testemunhava em tribunal os crimes do próprio pai, que a tinha violado e engravidado. O seu pai tinha claramente influência e poder de intimidação sobre ela. Todo vez que olhava para ele, baixava o tom de voz ou deixava de conseguir responder.

Rosie chegava-se mais perto, roçava-a com o focinho e encostava-se à vítima, que a abraçava e prosseguia as respostas em tribunal com maior confiança. No final do julgamento, o pai foi condenado e a adolescente estava “muito agradecida a Rosie, principalmente”, disse David A. Crenshaw, psicólogo que trabalha com a adolescente, acrescentando que “ela abraçava Rosie sem parar”. “Quando eles começam a falar sobre assuntos delicados e difíceis, a Rosie percebe e chega-se mais perto acariciando. Eu vi com os meus próprios olhos” completou o psicólogo Crenshaw.

No caso da adolescente, foi o juiz Stephen L. Greller, quem autorizou a presença de Rosie no julgamento sem precedentes em Nova Iorque, por considerar a adolescente traumatizada e o réu ameaçador. Ele relembrou um caso em 1994, onde uma criança foi autorizada a levar consigo o seu urso de peluche.

Este apoio por parte de cães a testemunhas e vítimas começou em 2003 em alguns estados americanos, tendo sido um cão chamado Jeeter o primeiro. Ele deu o seu contributo no julgamento de uma agressão sexual em Seatle. “Por vezes, a presença do cão significa a diferença entre uma condenação e uma absolvição” explicou Ellen O'Neill-Stephens, promotora de Seatle que se tornou activista por esta causa – a presença de cães em tribunal.

Fonte: Mundo dos Animais

Adaptação: Revista Veterinária

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Atualizado em: 14 de setembro de 2012