Sexagem Embrionária associada à Transferência de Embriões

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Sexagem embrionariaAs biotécnicas aplicadas à reprodução animal têm contribuído significativamente para o aumento da eficiência reprodutiva e ganho genéticos em rebanhos bovinos. Dentre as biotécnicas em ascensão, podemos destacar a sexagem embrionária, na qual podemos identificar o sexo do embrião antes de sua transferência para a receptora.

Esta tem sido uma grande aliada da transferência de embriões “in vivo”, possibilitando a sexagem logo após a lavagem uterina da doadora de embriões. Entretanto, atualmente a técnica não está muito difundida a campo, devido à necessidade de mão-de-obra altamente qualificada e treinada em associação com utilização de equipamentos modernos, apesar dos materiais serem portáteis facilitando o acesso ao campo, porém de custo elevado.

A técnica consiste na micromanipulação do embrião para a retirada de um fragmento, o qual por meio da técnica de PCR (Reação em Cadeia Polimerase) irá evidenciar o sexo. Segundo LUZ et al, (2000) a metodologia envolve a visualização dos cromossomos sexuais a partir  de cariótipo ou da detecção de uma seqüência de DNA, especifica do cromossoma Y, apresentando uma alta acurácia e sensibilidade.

A sexagem embrionária pode ser considerada bastante rápida do ponto de vista comercial, tendo em vista que seu resultado de diagnóstico é dado em até cinco horas após a coleta do embrião, ou seja, definição do sexo muito precoce. Destarte, o grande interesse do produtor, devido ao favorecimento pela progênie de um dos sexos pré-determinado, geralmente leite visa a fêmea e o corte o macho, acrescentando assim sua lucratividade.

Ao ser comparada com a sexagem fetal, que é realizada entre o 55° – 70° de gestação, demonstra-se bastante benéfica, pois podemos economizar com a manutenção de receptoras com penhez de sexo indesejado (alimentação, sincronização, manejo…), além da obtenção de gerações com o sexo desejado logo na inovulação do embrião.  Entretanto, o custo é considerado elevado, principalmente pela necessidade de profissionais especializados e equipamentos modernos. Além, de alguns pesquisadores relatarem uma possível morte embrionária precoce em torno de 5% devido à micromanipulação do embrião.

 

Autoria: Giancarlo Magalhães dos Santos

 

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Atualizado em: 13 de maio de 2011

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