5 dicas para evitar o Botulismo Bovino

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botulismo bovino

O botulismo bovino é responsável por grande queda no rendimento da produção e até mesmo a morte dos animais. É também conhecido como “doença da vaca caída”, que tem incidência em várias regiões do país. 

A enfermidade é causada pela ingestão e absorção intestinal de toxinas produzidas pela bactéria Clostridium botulinum. Assim, afetando diretamente animais que vivem em pastagens carentes de fósforo ou suplementação inadequada e é considerada como um tipo de intoxicação.

Portanto, por causa da sua importância, é essencial que os profissionais envolvidos com a produção de bovinos conheçam bem essa doença. Então, continue a leitura e conheça os seus sinais e quais as medidas necessárias para realizar seu controle e prevenção.

Principal forma de transmissão do botulismo bovino

A bactéria Clostridium botulinum é o microrganismo responsável pela doença e é encontrado no solo, ambientes com matéria orgânica em decomposição, silagem, feno ou ração mal conservada.

Muitas vezes a ocorrência dessa enfermidade está relacionada a deficiência de nutrientes que a pastagem possui. Sendo assim, o animal recebe suplementação inadequada, o que pode levar ao desenvolvimento da osteofagia. Assim, ele é considerado o hábito de roer ossos ou ingerir carcaças de outros animais em decomposição presentes na pastagem, que contém muitas vezes toxinas botulínicas.

A silagem, ração e feno conservados inadequadamente ou apresentando matéria orgânica em estado de decomposição são também grandes responsáveis pela enfermidade em animais confinados e ganha o nome de intoxicação da forragem. Os reservatórios de água é outro meio que não fica de fora, principalmente quando contaminados por cadáveres de animais.  

Sinais da enfermidade nos bovinos

Quando contaminados pela toxina da bactéria o animal apresenta os seguintes sinais:

  • Paralisia de parte dos membros anteriores e posteriores;
  • Dificuldade de se mover;
  • Ataxia;
  • Anorexia;
  • Graus de incoordenação;
  • Dificuldade para se locomover;
  • Incapacidade de apreender, mastigar e deglutir os alimentos.

Sobretudo, em decorrência da evolução da enfermidade o animal apresenta dificuldade para respirar. Pode ter também o comprometimento de parte do sistema cerebral e em seguida pode ir a óbito.

Formas de diagnóstico da doença

O diagnóstico se baseia nos sinais clínicos e nos exames laboratoriais, para esses exames é indicado a coleta dos materiais seguintes:

  • Conteúdo ruminal/intestinal, pelo fato do animal ter ingerido o alimento com a toxina;
  • Fragmentos de fígado, pois o órgão metaboliza essa toxina;
  • Fonte (alimento suspeito: silagem, água): importante separar fragmentos do que pode ter veiculado a toxina.

Assim sendo, todo material coletado deve ser encaminhado ao laboratório (em até 48 horas). Pois, a avaliação dos primeiros sinais apresentados faz toda diferença. Portanto, garante assim que a doença não se espalhe entre os demais animais e infecte o ambiente. Dessa forma, o conhecimento sobre as patologias bovinas também garantem maior sucesso na identificação e prevenção.

Dicas para evitar o botulismo bovino nas criações

Os métodos de prevenção estão estritamente relacionados com o bem-estar e desempenho dos animais.

#1- Eliminar fontes de contaminação nos ambientes, mas mantendo sempre higienizado os reservatórios de água e os cochos onde os animais se alimentam.

#2- A vacinação de todo o rebanho e o reforço da dose é um fator que deve ser seguido à risca pelos responsáveis.

#3- Os alimentos devem ser armazenados de forma adequada evitando assim a contaminação, não deixando os produtos diretamente no solo.

#4- A correção dos níveis de fósforo e suplementação mineral nas pastagens. Portanto, essa é uma das principais fontes de alimentação do rebanho.

#5- O controle de roedores no ambiente em que ficam armazenados os alimentos não pode ser negligenciado. Sendo que esses pequenos animais podem parecer inofensivos pelo tamanho, mas são responsáveis por disseminar diversas doenças.

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Fonte: Milkpoint e Beefpoint

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Atualizado em: 8 de novembro de 2019

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