Colapso de traqueia em cães: doença crônica progressiva e irreversível!

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O colapso de traqueia em cães (CT) é um dos principais responsáveis por obstrução parcial das vias aéreas nos pets. A traqueia tem características semelhantes a um túnel formado por arcos firmes que são as cartilagens. Se vistos de trás, os arcos têm formato de “U” com uma membrana fechando firmemente o topo.

Quando as cartilagens amolecem, elas colapsam e fazem com que o interior do túnel diminua. Desta forma, a membrana se torna flácida e bloqueia o interior do túnel.

O animal passa a ter dificuldade de levar ar para dentro e fora da traqueia e pulmões durante o processo de respiração. A origem da doença ainda é desconhecida. Mas, o que se sabe é que fatores como a genética, traumas e senilidade podem ter influência direta. Além disso, os sinais costumam aparecer quando os animais estão em uma faixa etária entre 6 e 7 anos.

Quer saber mais sobre o assunto? Continue com a gente até o final e boa leitura!

Sinais característicos e diagnóstico

Alguns sinais são muito comuns de serem observados em casos de colapso de traqueia em cães. Então, os animais acometidos costumam apresentar os seguintes históricos:

Colapso de traqueia em cães
  • Engasgos;
  • Tosse crônica;
  • Náuseas e vômitos;
  • Angústia respiratória;
  • Emissão de barulhos ao respirar.

A intolerância a exercícios físicos também é um sinal muito comum. Em casos mais graves pode ocorrer cianose (mucosas e/ou língua azuladas) e síncopes (desmaios). Os sinais aparecem com maior frequência durante os momentos em que o animal se exercita ou são submetidos a situações estressantes. Além disso, quando se alimentam e ingerem líquidos ou mesmo ao serem expostos a fumaça e pó.

Situações de obesidade ou ambientes muito secos e úmidos também favorecem o agravamento dos quadros de colapso da traqueia. Por meio do diagnóstico é possível identificar os fatores predisponentes e realizar a otimização da terapia. Então, devem ser realizados os exames radiográficos e o eletrocardiograma. Assim, será possível identificar as alterações cardíacas no animal, que estão associadas ao CT.

Raças mais acometidas e níveis de gravidade

É mais frequente o número de casos de colapso da traqueia em cães de raça pequena, principalmente as listadas a seguir:

  • Poodle;
  • Chihuahua;
  • Pomerânia;
  • Yorkshire Terrier;
  • Lulus da Pomerânia;
  • Maltês.

A doença pode ser classificada em diferentes graus, os quais dependem da fase ou do nível de gravidade em que se encontram. Então, primeiro grau representa uma situação de deformação menor, já no quarto grau, a quantidade de ar que entra nas vias respiratórias é mínima.

Nos três primeiros graus do CT, o tratamento é feito por meio do uso de medicamentos. Já os animais que se encontram no estágio mais avançado, costumam ser submetidos a procedimentos cirúrgicos.

Com o passar do tempo o colapso da traqueia em cães piora, impedindo que o animal receba a quantidade de oxigênio que precisa. Assim, é comum que desenvolvam outras doenças e no longo prazo pode desencadear em uma insuficiência cardíaca.

Quais são as opções de tratamento e cuidados importantes?

A gravidade dos sinais clínicos e da extensão do colapso são fundamentais para auxiliar o médico veterinário na opção terapêutica mais adequada. Boa parte dos animais submetidos a tratamento medicamentoso costumam apresentar um controle clínico aceitável da semiologia a longo prazo.

O prognóstico é relativamente bom, caso o proprietário do cão siga regularmente as orientações do médico veterinário. Portanto, é preciso fornecer as medicações em horário adequado e retornar com os animais nas reavaliações clínicas. Além de seguir estes cuidados é fundamental evitar que o animal seja exposto a temperaturas extremas e ambientes contaminados.

Cães obesos têm mais dificuldade para respirar, então, é preciso fornecer uma alimentação balanceada. Neste período também é válido evitar mudanças bruscas na rotina dos pets. Eles costumam ficar estressados e isso afeta diretamente na qualidade da respiração. Por fim, não se esqueça de manter as vacinas do cão em dia.

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Fontes: Perito animal e Labyes

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Atualizado em: 17 de maio de 2019

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