Conheça as normas básicas para manuseio de vacinas

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As vacinas são substâncias produzidas em laboratórios que carregam em sua composição microrganismos patogênicos, em maior parte, vivos atenuados, logo, é de grande importância um manuseio e conservação adequados para uma imunização bem sucedida.

Para isso, algumas normas devem ser seguidas, viabilizando a proteção do animal.

  • No primeiro contato com os frascos da vacina, devem ser observados: data de fabricação, data de validade e número do lote;
  • O armazenamento deve ser feito em geladeiras monitoradas com termômetros, para que a temperatura interna não ultrapasse 2º – 8ºC, evitando inativação da mesma, seja por congelamento ou por altas temperaturas. Em caso de transporta-las, utilizar caixas térmicas próprias ou, para pequenas distâncias em pequenos períodos de tempo, caixas de isopor com gelo;
  • É aconselhado o uso de seringas e agulhas descartáveis, caso isso não seja possível, devem ser esterilizadas. O uso de agentes desinfetantes não é permitido por deixar resíduos no material e estes reagirem com a vacina, alterando-a;
  • Para vacinas que necessitem de diluentes, conferir se é o correspondente da mesma e homogeneizar o líquido antes de aspirar para a seringa para não haver colabamento da agulha nem reação no local da aplicação;
  • Obedecer criteriosamente as vias de administração;
  • Não utilizar frascos abertos antecipadamente com sobras de produtos;

Além de normas básicas para manuseio, é necessário o acompanhamento de um profissional para avaliação do animal e indicação do melhor período para que seja feita a vacinação. Um animal imunodepressivo pode não responder como o esperado à imunização, como uma fêmea gestante, animais em estado de estresse, enfermos ou até com fatores inicialmente simples como dias muito quentes ou esgotamento físico.

A vacina tem como meio de ação a indução, através de antígenos (Ag) específicos atenuados ou mortos, de uma resposta imune primária leve, para um reconhecimento corpo-antígeno prévio, viabilizando uma resposta imune secundária (contato posterior, de forma natural, com o Ag vivo) de forma rápida. Porém, em animais debilitados, mesmo o Ag atenuado pode ser o suficiente para originar a doença.

As principais vias de aplicação de vacinas são subcutânea (SC) e intramuscular (IM).

Por: Stéfany Dias

Revista: Veterinária

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Atualizado em: 12 de março de 2012