Fluidoterapia veterinária na resolução de casos de desidratação canina

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Fluidoterapia veterinária A fluidoterapia veterinária consiste em um procedimento em que  é feita a administração de soro de forma intravenosa, subcutânea ou óssea. O procedimento é muito utilizado para solucionar casos de desidratação nos pets.

Conhecer essa técnica é importante pois cerca de 60% do corpo dos cães e gatos é composta por água. Então, quando há redução nesse volume, mesmo que de forma mínima, os animais podem apresentar sinais de desidratação. Porém, na maioria dos casos, os cães costumam ficar desidratados em função de outros problemas tais como  vômitos e diarreias intensas, febre alta ou mesmo por ficarem expostos ao sol por períodos longos.

A fluidoterapia veterinária é bastante utilizada para resolver casos de desidratação canina, e o processo é parecido com o usado em seres humanos. Esse tipo de situação exige tomada de decisão rápida. Mas, de forma alguma, os tutores devem tentar resolver por conta própria. Então, é importante que o procedimento seja realizado por um médico veterinário, profissional apto para avaliar e indicar a melhor forma de ser realizada.

Ao longo deste artigo você encontrará informações importantes que irão te deixar ainda mais bem informado. Boa leitura!

Quais os sinais de desidratação nos pets?

Antes de optar pela fluidoterapia veterinária é preciso investigar a causa primária que causou a desidratação. Assim, será possível escolher a técnica e a via pela qual será administrada. Existem algumas maneiras simples de saber se o cão está desidratado. Uma delas é avaliando a pele do dorso. Quando a região é puxada, deve voltar rapidamente para a sua condição inicial. Se ocorrer o contrário, é um indicativo de que algo não vai bem.

Outra forma de realizar a verificação é apertando a gengiva do animal para que o sangue circule naquela área. Após deixar de pressionar a região, em animais saudáveis ela volta a ficar vermelha nos primeiros dois segundos iniciais. Caso não ocorra, também é um indicativo de desidratação no pet. Aliás, quanto mais tempo demorar para a gengiva ou a pele voltar ao seu estado normal, maior será o nível de desidratação do animal.

Existem outros sinais que indicam a desidratação em cães. Quando o pet apresenta grau de desidratação maior de 5% é possível notar:

  • Respiração ofegante;
  • Perda de apetite;
  • Apatia;
  • Gengivas e língua secas;
  • Olhos secos ou saltados;

É importante frisar que a administração de líquidos em excesso não reverte o caso de desidratação. A entrada de muitos fluidos no corpo do pet de maneira errada pode até agravar o quadro clínico.

A fluidoterapia veterinária nos casos de desidratação

O tratamento usando a fluidoterapia veterinária consiste na administração de soro pelas vias oral, intravenosa e subcutânea. E mais, envolve as etapas de reanimação, reidratação e manutenção.

A primeira é usada em casos em que  o animal está em choque, assim é preciso administrar uma grande quantidade de fluido para que possa expandir o espaço intravascular, corrigindo o déficit de perfusão.

A reidratação é uma etapa de reposição, quando há perdas de compartimentos intra e extracelular. Já a etapa de manutenção é utilizada nos casos em que o animal apresenta quadros de hidratação normal, porém, não conseguem ingerir a quantidade de água necessária para manter os fluidos equilibrados.

Com relação aos métodos de aplicação, se for adotado for por via oral, a ingestão de líquido é feita de forma lenta e constante. Aplicações exageradas e rápidas de líquidos podem levar a complicações. Na fluidoterapia intravenosa a aplicação de soro ocorre direto na corrente sanguínea.

Cuidados preventivos

Então, existem alguns cuidados importantes para prevenir que os pets passem por estas situações. A principal delas é manter o animal afastado do sol quente e de alimentos estragados. Estes fatores podem causar complicações alimentares levando o animal a ter vômitos e diarreias. A higienização do local onde os animais ficam, também é muito importante para  evitar contaminação por vermes, bactérias e parasitas.

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Fonte: UFRGS, Cachorro Gato e Clube para cachorros

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Atualizado em: 8 de abril de 2019

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