Desvendando os mitos por trás da sarna demodécica em cães!

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sarna demodécica

A sarna demodécica é uma doença que acomete a pele dos pets causando lesões que podem evoluir para feridas mais severas. Também conhecida como sarna negra, lepra canina ou demodicose, é uma dermatopatia parasitária inflamatória, causada pela super população do ácaro Demodex Canis.

É comum a presença destes ácaros no folículo piloso dos animais, porém, em pequena quantidade. O sistema imunitário do cães é o responsável por controlar a população destes seres. Então, Quando aumenta em grande quantidade, os cães desenvolvem a doença.

Existem casos em que os animais já nascem predispostos para desenvolver a sarna demodécica. Aliás, normalmente o defeito imunológico folicular é transmitido pela mãe, que possuem poucos linfócitos T para combater o ácaro. Mas, também existem alguns fatores que podem contribuir para o acometimento. Muitas vezes a doença é confundida com sarnas ou problemas de pele. Assim, os animais são submetidos a tratamentos desnecessários e custosos.

Para que isto não aconteça, ao longo deste artigo reunimos informações importantes para que você compreenda ainda mais sobre o assunto. Boa leitura!

Tipos de sarnas demodécicas

A sarna demodécica pode se apresentar em duas diferente formas clínicas. Uma delas é a juvenil, se desenvolve em cães mais novos e com suscetibilidade genética. A outra é a  adulta, comum em animais que possuem idade avançada e com imunossupressão. Além disso, a enfermidade é classificada de duas formas, a saber:

Localizada: Normalmente acomete os cães que possuem menos de um ano de idade e, as lesões ocupam áreas reduzidas e descontinuadas. As zonas de alopécia são compostas por pequenas regiões avermelhadas e sem pelo. E mais, no início a aparência da pele é muito semelhante a uma micose. Em seguida, podem haver descamação e infecções.

Generalizada: De forma geral, a sarna demodécica generalizada é rara em adultos. É considerada como a forma mais grave da doença e se apresenta como uma dermatite crônica que se desenvolve em áreas como a cabeça, pernas e troncos. As lesões provocadas são as mesmas da sarna demodécica localizada. Porém, espalhada por todo o corpo do animal. Além disso, provoca:

  • Alopécia;
  • Descamação;
  • Piodermite severa;
  • Hiperpigmentação;
  • Formação de crostas.

Fatores que favorecem a manifestação

Como sabemos, a sarna demodécica tem forte ligação com componentes hereditários. Porém, existem outros fatores que influenciam diretamente. Animais que passaram por separações, doenças como câncer, gestações ou mesmo cio, são mais suscetíveis a doença. Além disso, algumas raças também são mais propensas se comparado às outras. São elas:

  • Pastor Alemão;
  • Doberman;
  • Dálmata;
  • Boxer;
  • Pug.

Como ainda não é possível prevenir a doença, o ideal é evitar que ela se espalhe ainda mais. Para isso, os cães machos diagnosticados devem ser castrados, evitando que eles gerem filhotes com propensão a sarna demodécica. Da mesma forma, é importante evitar o acasalamento dos cães que se encontram nas mesmas condições.

Diagnóstico e tratamento

Como sabemos, a sarna demodécica é por muitas vezes confundida com outras doenças. Por isso, o diagnóstico preciso implica na necessidade de realizar a raspagem da região afetada, seguida de uma biópsia. Já o tratamento é realizado por meio de medicação e banhos especiais com xampus que removem as escamas da superfície da pele e elimina os ácaros.

Boa parte dos animais conseguem se curar da doença após tratamentos intensos, o que ocorre graças às pesquisas e medicamentos desenvolvidos nos últimos anos.

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Fonte: Tudo sobre cachorros, Perito animal e Bit Cão  

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Atualizado em: 23 de maio de 2019

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