Melhoramento genético em bovinos ajuda a melhorar seu rebanho

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O melhoramento genético foi introduzido, no Brasil, no ano de 1903 e consiste em técnicas de cruzamento de indivíduos geneticamente diferentes para desfrutar da heterose e complementariedade, tendo em vista que a maioria das características desejadas, é proveniente de genes dominantes. Sabe-se que o fenótipo de um indivíduo é determinado pela interação do genótipo, simultaneamente, com o meio em que ele vive, logo, são utilizados animais de diferentes raças puras, com o objetivo de aperfeiçoar a produção dos animais que apresentam maior interesse para o homem. Um exemplo são os produtos de cruzamentos Bos taurus com Bos indicus que incorporam relativo ao Bos taurus, vantagens como maior precocidade, maior potencial de crescimento, melhor acabamento de carcaça; e com relação ao Bos indicus, maior adaptabilidade, boa habilidade materna, e maior resistência a parasitos. Características estas, que as raças puras de ambas espécies não apresentam em conjunto.

O sistema de cruzamento deve ser determinado pelo profissional, avaliand-se duas vertentes: tipo de rebanho e sistema de produção da propriedade. Além disso, devem-se considerar outros fatores específicos, como o ambiente, visando originar indivíduos que se adaptem bem ao clima, alimentação e tipo de manejo local; exigência do mercado, disponibilidade de inseminação artificial e objetivo do empreendimento.

Quanto às características gerais, observadas para esse tipo de cruzamentos, em gados de corte, as raças bovinas podem ser divididas em quatro grandes grupos: raças britânicas, raças europeias de grande porte, raças zebuínas e as europeias adaptadas a clima tropical.

Como dito anteriormente, o objetivo do melhoramento genético em bovinos é justamente a união de características desejáveis, de raças diferentes, em um mesmo indivíduo, porém, mesmo as raças mais utilizadas para esse tipo de técnica de aprimoramento do rebanho possuem características vantajosas e desvantajosas. As raças britânicas possuem taxas reprodutivas e de crescimento muito altas, proporcionando carcaças de ótima qualidade, porém são detentoras de partos distócicos, devido ao alto índice de gordura corporal. Já as europeias de grande porte possuem uma alta conversão alimentar, chegam a altos pesos para o abate e sua carcaça possui pouca gordura, mas para obtenção desses resultados necessita de grande disponibilidade de energia, tornando-se um rebanho de maior exigência financeira para mantença. Os zebuínos, comparados a outras raças, possuem baixa taxa de crescimento e reprodução, mas apresentam uma excelente taxa de sobrevivência por possuírem uma boa habilidade materna e ser muito resistentes a parasitas e altas temperaturas. Como último grupo, e mais importante na América do Sul, é compreendido pelas raças também denominadas “crioulas”, que apresentam várias características comuns às europeias e, principalmente, uma excelente adaptabilidade, como as raças zebuínas.

Um estudo realizado em 1993, no norte do Brasil, em animais “meio sangue” zebu Red – Angus, já se observou média de idade à primeira concepção de, aproximadamente, 14 meses e, um intervalo primeira-segunda concepção de 354 dias. O índice de fertilidade destas novilhas, média de três anos, foi de 94%.  Hoje, com a evolução das técnicas e pesquisas na área, esses números vêm- se mostrando cada vez maiores, aumentando também o retorno financeiro e qualidade dessas empresas.

Fontes : Cnpgc

Adaptação: Revista Veterinária

 

 

 

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