A difícil decisão da eutanásia

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Eutanásia, palavra de origem grega, onde “eu” significa “bom” e “thánatos” significa “morte”, ou seja, uma morte boa, sem sofrimento. Este termo denomina uma prática aplicada para abreviar a vida de um ser com uma patologia incurável, de forma assistida por um especialista.

Alguns países, como Bélgica e Holanda tem a eutanásia humana legalizada, porém, a eutanásia animal é permitida em grande maioria dos países, tendo como última decisão a do Médico Veterinário em conjunto com o proprietário do animal, inclusive no Brasil.

Ainda hoje essa prática é vista de uma diversidade de pontos, inclusive opiniões religiosas, científicas e de pessoas físicas que são as que estão em contato direto com os animais que, muitas vezes, são parte de uma história, de uma família e de uma amizade verdadeira.

Segundo o Cristianismo, a eutanásia é uma prática que tem como finalidade tirar a vida de forma imediata e direta, e é classifica inaceitável tal como o homicídio ou suicídio. Por natureza, ninguém tem o direito de decidir quando a vida irá acabar, além de Deus, se tornando uma violação à dignidade.

Já em uma visão técnica e científica, essa é uma oportunidade de aplicação de técnicas para colocar um fim a um sofrimento intenso, visando justamente a “qualidade de vida” e o “bem estar” do animal, através de medicamentos que levam ao óbto de uma forma indolor. A indicação da eutanásia é só para casos de animais com moléstias incuráveis em fase terminal e sem qualidade de vida. São utilizados fármacos depressores do SNC, primeiramente, como tranquilizantes e sedativos, para que o animal não sinta dor alguma com a introdução da droga que induzirá ao óbito efetivamente, sendo uma das mais utilizadas, o KCl, que provoca um colápso cardíado e cessa com seus batimentos.

Apesar de ser uma prática legalizada, com indicações específicas e, muitas vezes, ser a opção menos “brutal”, na opinião do médico veterinário, é necessária uma decisão conjunta e tomada com muita atenção, pela visão da lei e pela visão humana, pois o seu paciente não fala, mas ele sente, e deposita toda a confiança em você e no seu dono, e isso torna uma responsabilidade maior ainda.

Outras drogas também utilizadas em eutanásias são alguns anestésicos locais administrados em espaços intervertebrais e anestésicos inalatórios, como: éter, halotano, enfluorano, isofluorano e óxido nítrico, utilizados principalmente em animais de pequeno porte, administrados em câmara fechada em altas concentrações.

 

Por: Stéfany Dias – Revista Veterinária

 

 

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