Apresentação de receitas pode ser obrigatória na comercialização de medicamentos veterinários

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Tal como em seres humanos, o uso indiscriminado de medicamentos pode trazer grandes consequências, tanto para a vida do paciente, quanto, em casos de bovinos, trazer danos à saúde humana devido a seus produtos como carne e leite.

Em 2010, foram interrompidas as exportações de carne para os Estados Unidos justamente por conter resíduos de um vermífugo do grupo das ivermectinas, o que levou, inclusive, à proibição do mesmo em gados destinados ao corte.

A utilização de forma errada de alguns fármacos pode causar grandes problemas futuros a um organismo e, ao contrário do objetivo de curar o animal de alguma doença, pode lhe trazer outros grandes agravantes. O grupo de fármacos mais utilizados sem orientação de um veterinário são os antibióticos, que ministrados em quantidade errada, de forma errada e/ou tipo inadequado para o micro-organismo que esteja causando danos ao animal, pode resultar em um aumento da resistência do agente etiológico, eliminando os mais fracos e selecionando os mais resistentes e estes se multiplicarão e tornarão a cura mais difícil posteriormente.

Devido à essas negligências, o deputado Carlos Bezerra (PMDB-MT) encaminhou ao ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), Mendes Ribeiro Filho, uma proposta indicando regulamentações na comercialização desses produtos.

Produtos como antimicrobianos, entre outros, já necessitam da prescrição veterinária para sua comercialização por controle da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), porém, segundo Bezerra ao Conselho Federal de Medicina Veterinária, a comercialização de todos os medicamentos devem sofrer um maior rigor nas suas normas para acabar com os riscos à vida desses animais pelo uso pouco criterioso dos mesmos.

Fonte: CRMV MS

Adaptação: Revista Veterinária

 

 

 

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