Boas práticas de manejo melhoram produtividade de gado de leite

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Algumas práticas de manejo devem ser tomadas para que se obtenham altas produtividades, na produção intensiva de leite a pasto. O pastejo rotacionado e adubação correta estão entre as principais.

O produtor rural deve favorecer a ambiência dos animais, atentando para os detalhes importantes como água de boa qualidade, sombra e a disponibilidade de sal mineral.

Marco Aurélio Bergamaschi, médico veterinário e supervisor de manejo animal da Embrapa Pecuária Sudeste, afirma que a atual condição climática do país é extremamente favorável para a produção de volumoso de alta qualidade, com baixo custo.

Segundo ele, existe, no Brasil, um sério problema: a falta de alimento para os animais. Em função disso, nas propriedades onde não existe especialização, gestão ou controle, a produtividade pode dobrar em relação ao que se produz durante o inverno.

É fundamental que, durante o inverno, sejam colhidas amostras de solo e mandadas para análise. Em seguida, deve ser feita a interpretação e a recomendação dos nutrientes necessários. Ainda no inverno, é importante que se faça a aplicação do calcário e, depois do início das chuvas, a suplementação com outros nutrientes, orienta o veterinário.

Fazer a divisão da área em piquetes, observando-se cada variedade de pastagem, é a primeira providência a ser tomada pelo produtor, para o pastejo rotacionado, de acordo com Bergamaschi. Os animais irão pastar em períodos regulares, um piquete após o outro. A variedade a ser implantada vai determinar o número de piquetes.

A ambiência, ou seja, a qualidade de vida dos animais, dentro da propriedade, favorece a sua resposta e permanência em condições adequadas. Durante o dia é que acontece o processo de ruminação, por isso, a sombra e a água são de vital importância. Animais com a produção de leite na faixa de 40L/50L por dia, chegam a consumir, diariamente, até 150L de água.

Outra recomendação importante é o controle leiteiro, e, a partir desse controle, realiza-se o balanceamento da dieta, oferecendo ao gado os concentrados necessários, como o milho, a soja, o caroço e farelo de algodão. Segundo o veterinário, a alimentação pode representar até 70% dos custos de produção.

 

Autora: Kamila Pitombeira

Fonte: Dia de campo

Adaptação: Revista Veterinária

 

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