Como fazer o exame andrológico em pequenos animais

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Devido a grande procura por inseminações artificiais em cães e gatos, tanto pelo apelo emocional quanto criação de filhotes com pedigree em canis, essa vem se tornando uma área de grade retorno financeiro na Medicina Veterinária.

Para o sucesso de uma inseminação artificial é necessário muito conhecimento do profissional, que deve ser especialista no assunto, pois envolvem outros fatores como exame clínico geral, histórico de doenças anteriores e exame do aparelho reprodutor do macho, antes de se iniciar, através de técnicas específicas, a coleta do sêmen. Esse conjunto de fatores, incluindo o próprio procedimento de coleta e avaliação do sêmen é denominado Exame Andrológico.

O primeiro passo é uma boa anamnese do animal, observando todos os seus órgãos antes de fazer a real avaliação dos órgãos reprodutores, pois secundariamente podem afetar o mesmo através de formas diretas, como infecções ou neoplasias, ou indiretas, como uma secreção hormonal anormal (testosterona, LH, FSH). Se o resultado deste for satisfatório, inicia-se o exame físico do trato reprodutivo, este se inicia na bolsa escrotal, segue pelos testículos, epidídimo, prosseguindo para o pênis e terminando na glândula prostática.

O prepúcio em condições normais é facilmente tracionado e há exposição completa do pênis do animal, logo, em caso de dificuldade de realizar esta exposição, pode-se suspeitar de estreitamento do óstio prepucial (fimose) ou aderência do pênis e do prepúcio, além disso, a integridade da mucosa do pênis, juntamente com secreções expelidas continuamente pelo mesmo podem ser fatores de contraindicação para a inseminação, podendo indicar uma DST.

A avaliação do sêmen é indispensável, pois é esta que detecta possíveis problemas de infertilidade ou sub-fertilidade.

A excitação do macho pode ser realizada por diversas técnicas, como manual, com o auxílio de uma fêmea no cio, ou até, porém utilizado somente em casos extremos, estimulação por meio de eletroejaculação.

É imprescindível o conhecimento completo desta técnica, pois o sêmen tem grandes particularidades, como temperatura específica, que se manuseado de forma errônea pode levar à morte de espermatozoides, diminuindo ou impedindo o sucesso do procedimento.

Fonte: JBCA

Adaptação: Revista Veterinária

 

 

 

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