Conceitos e princípios da inseminação de ovinos

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Entende-se por Inseminação Artificial o ato de deposição do sêmen no útero da fêmea, no momento mais adequado para a fertilização do óvulo, por meio de materiais apropriados, ao invés da cópula com um reprodutor, com a finalidade de concepção.

A inseminação artificial em ovinos pode ser feita de 3 diferentes formas, de acordo com o local de deposição do sêmen no aparelho reprodutor da fêmea: inseminação intravaginal, intracervical (superficial ou profunda) e intrauterina.

A técnica utilizada para esta deposição também pode diferir de acordo com o equipamento utilizado, podendo ser usada uma pipeta, no caso da inseminação intravaginal ou transcervical superficial; um aplicador de sêmen, no caso da inseminação intrauterina por via transcervical ou ainda um endoscópio para a inseminação intrauterina por via laparoscópica (semi-cirúrgica).

Ainda é possível diferenciar a técnica de inseminação de acordo com o tipo de sêmen utilizado, podendo este ser utilizado a fresco, quando é usado imediatamente após a sua coleta ou apenas diluído à temperatura ambiente; resfriado, quando o sêmen é diluído em diluente específico e resfriado de forma controlada e mantido a baixas temperaturas, por algumas horas ou ainda, congelado, após passar por um processo de diluição em meios específicos com crioprotetores, resfriamento e congelamento, podendo ser estocado por tempo indefinido até o descongelamento no momento de uso.

A Inseminação Artificial Laparoscópica é mais refinada, devendo ser realizada apenas por veterinários treinados, pois exige um treinamento específico e o conhecimento de anatomia e técnicas cirúrgicas. Esta técnica possui a importante vantagem de se depositar o sêmen diretamente no corno uterino, exigindo que os espermatozóides percorram o menor caminho até atingirem o óvulo, e por isso é a mais indicada para o uso de sêmen congelado, de qualidade inferior, e principalmente, quando se utilizam protocolos de Inseminação a tempo fixo.

Com o uso de sêmen a fresco ou resfriado, em condições de qualidade adequada para uso (avaliado em exame andrológico), obtêm-se bons resultados em, praticamente, todos os métodos e, portanto, a técnica de laparoscopia é pouco utilizada (com exceção das situações onde se deseja realizar a transferência de embriões). Já com sêmen congelado, a inseminação intravaginal não é recomendada, devido aos baixos resultados, seja com cio natural ou sincronizado. Para inseminação transcervical só é recomendado nas situações de cio natural e, portanto, quando se utiliza sêmen congelado com a sincronização de cio, o que se aconselha é o uso da técnica de laparoscopia.

  Fonte: CPT Cursos Presenciais Adaptação: Revista Veterinária  

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