Diagnóstico Citopatológico

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O exame citopatológico vem sendo reconhecido como uma ferramenta de grande utilidade para o diagnóstico de patologias por médicos veterinários, sobretudo de neoplasias e lesões precursoras, mas se presta também para o diagnóstico de doenças parasitárias e infecciosas. Em muitos casos as amostras biológicas para exames citológicos são coletadas rapidamente, facilmente e com mínimo ou nenhum risco para o paciente, além de ter baixo custo financeiro.

A análise citopatológica pode ser valiosa para estabelecer um diagnóstico, e/ou identificar o processo patológico (inflamação x neoplasia), e/ou estabelecer um prognóstico, e/ou indicar outro método de diagnóstico para esclarecimento do caso clínico.

A obtenção do material para exame citopatológico é variada, e este pode ser coletado pelas seguintes formas: raspagem de pele ou mucosas utilizando-se espátulas ou escovas; coleta de secreções contendo células naturalmente exfoliadas com swabs; “imprint” (técnica onde se “carimba” uma lâmina com o fragmento retirado para estudo) “squash” (técnica onde se “esmigalha” um minúsculo fragmento de tecido entre duas lâminas); punção por agulha fina em cavidades neoformadas, órgãos sólidos, tumorações ou lesões nodulares.

A análise citopatológica pode ser realizada em: efusões (torácica e abdominal); sedimento de urina, lavado de vesícula urinária; aspirado de próstata; tumoração subcutânea/cutânea; conteúdo de cistos, lesão ulcerativa; linfadenopatia (localizada ou generalizada); humor vítreo; humor aquoso; conjuntiva; aspirados de pulmão e lavados nasal e bronco-alveolar.

Em animais domésticos a maioria das amostras para exame citopatológico é obtida por meio de punção aspirativa por agulha fina de lesões clinicamente sugestivas de neoplasia. A concordância diagnóstica observada entre o exame citopatológico e o histopatológico, em casos de neoplasia em animais é de 85%. Além deste fato, alguns autores afirmam que a citologia pode classificar as lesões neoplásicas de acordo com o tecido de origem (epitelial, mesenquimal, ou hematopoiético).

A punção aspirativa por agulha fina de lesões sugestivas de neoplasia oferece inúmeras vantagens, como por exemplo, uma facilidade de obtenção do material, baixo custo e resposta diagnóstica rápida, porém como toda técnica, nem sempre o parecer é definitivo. É importante ressaltar que casos inconclusivos não são raros, e, com freqüência, novas coletass devem ser feitas, ou a lesão tem de ser biopsiada para se chegar ao diagnóstico definitivo.

O exame histopatológico permite avaliar a arquitetura do tecido como um todo (demonstrando o grau de invasividade e permitindo a avaliação de margens cirúrgicas de lesões neoplásicas), ao passo que, a citopatologia avalia somente as características de células isoladas ou em blocos (o que leva a restrições quanto à avaliação prognostica), além da possibilidade do material colhido ser pouco representativo.

Por: Isabele Barbieri dos Santos

Fonte: Laborlife

Adaptação: Revista Veterinária

 

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