Efeitos da senildade sobre a pele de cães e felinos

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Os primeiros sinais da senildade em animais domésticos de pequeno porte, geralmente são os cutâneos, comumente originados devido às debilidades do organismo como hipoxia, disfunções nutricionais e hormonais.

As disfunções nutricionais nem sempre estão diretamente relacionadas com uma má nutrição, ou seja, o oferecimento de uma ração de qualidade ruim, podendo ser apenas consequência de uma disfunção no trato digestório, como má absorção de nutrientes ingeridos.

Os principais sinais cutâneos apresentados são: pêlo àspero e sem brilho, áreas de alopecia por atividade folicular reduzida, branqueamento de pêlos do focinho, coxins se tornam hiperceratinizados, unhas quebradiças e mal formadas, pele menos flexível e hiperceratose, tanto na epiderme superficial quanto nos folículos, alguns deles preenchidos com tampões de ceratina.

As transformações da epiderme estão entre as mais observadas, uma vez que, além de atrapalharem na estética do animal, suas células atrofiam no animal idoso, ficando apenas com uma das três camadas de espessura e número diminuído de células, além da desidratação sofrida pelo tecido devido à maior perda líquida e diminuição da sensação de sede em virtude de um menor número de osmorreceptores no hipotálamo, tudo isso provocando uma maior resistência na aplicação de injeções, por exemplo.

A alopecia, muito comum, se dá pelo fato dos folículos pilosos se atrofiarem, formando grandes áreas com pouca pelagem ou ausência da mesma. Elastose solar (degeneração basofílica das fibras elásticas), que é muito observada na pele idosa de humanos, não é frequente em cães e felinos, provavelmente pelo fato dos mesmos possuírem pelagem recobrindo a pele e protegendo-a de raios ultravioleta.

Problemas cutâneos também muito comuns são os adenomas e cistos glandulares, também conhecidos como cistos sebáceos, que, na maioria das vezes não apresentam perigo para a saúde do animal, apenas um incômodo estético. Tumores cutâneos raramente são encontrados em animais jovens, com uma prevalência de 3% de carcinomas de células escamosas e 25% de lipomas em Beagles idosos. A ocorrência de tumores cutâneos foi descrita em cães por volta de 10 anos e meio de idade e 12 anos no caso de felinos.

Além de servir para diagnosticar a senildade do animal, todos os sinais apresentados pelo mesmo, principalmente nesta fase delicada da vida devem ser recebidos com grande atenção, uma vez que alguns podem sugerir problemas graves, como é o caso de cistos interdigitais, foliculite e celulite que são sinais típicos de Hipotireoidismo.

O cuidado com a saúde do animal não deve ser apenas uma providência quando o mesmo adoece, e sim utilizado como método profilático, através de um controle de vacinação, exames de rotina em determinadas fases da vida e qualidade na alimentação.

Fontes: Geriatria Clínica dos Caninos e Felinos

Adaptação: Revista Veterinária

 

 

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