Hipertensão arterial em cães: sinais e diagnóstico

Hipertensão arterial em cães: sinais e diagnóstico
A hipertensão arterial em cães é um problema sério que tem um tratamento simples quando o diagnóstico é precoce.

Assim como em humanos, a hipertensão arterial em cães, principalmente os mais velhos, é uma doença recorrente. Por ser uma doença silenciosa, sua identificação pode ser dificultada. A observação dos fatores de riscos, muitas vezes depende dos exames periódicos realizados pelos médicos veterinários, que avaliam coração, vasos sanguíneos, cérebro, dentre outros órgãos.

De modo geral, a hipertensão arterial em cães, é caracterizada pelo aumento da pressão arterial, normalmente superior a 120/80mmHg. Além dos fatores de risco, esse problema de saúde pode ter diferentes causas. Por isso, nos primeiros sinais, o animal deverá passar por uma série de exames clínicos e de laboratórios para confirmar ou não o diagnóstico da doença.

Neste artigo vamos tratar mais sobre esse problema, abordando as seguintes questões:

  1. O que caracteriza a hipertensão arterial em cães?
  2. Quais os tipos mais comuns desse problema?
  3. Quais são os principais sinais e fatores de risco da hipertensão arterial em cães?
  4. Como é realizado o diagnóstico?

Confira!

O que caracteriza a hipertensão arterial em cães?

A hipertensão arterial em cães, como mencionamos, é considerada o aumento da pressão sanguínea, ou pressão arterial nesses animais. Para referência, a faixa normal da pressão arterial sistólica, também definida pela sigla PAS, varia entre 110 e 120 mmHg e da pressão arterial diastólica, também definida pela sigla PAD, em repouso, varia entre 70 e 80 mmHg. 

Dessa forma, o quadro de hipertensão é estabelecido quando esses valores ficam elevados. Vale ressaltar que a doença se caracteriza independente da intensidade desse aumento. Ou seja, ele pode ser observado de forma discreta, moderada ou em casos mais graves, quando é atenuada – PAS fica acima de 200 mmHg e a PAD acima de 120 mmHg.

Além disso, como em humanos, animais de idade avançada possuem maior incidência de hipertensão, sendo o aumento da pressão arterial em cães, muitas vezes, causado ou consequência de outros problemas de saúde.

Quais os tipos mais comuns desse problema?

Como as causas para a hipertensão em cães, bem como a intensidade do problema podem variar significativamente, não existe apenas uma maneira de manifestação da doença. De modo geral, os tipos mais comuns do problema são caracterizados como primário e secundário.

  • Hipertensão arterial primária, ou idiopática, é caracterizada pelo aumento constante e persistente dos valores da pressão do animal, sem uma causa aparente ou, até mesmo em casos de doenças assintomáticas;
  • A hipertensão secundária é a mais comum nos atendimentos veterinários. Sua ocorrência está ligada a outras enfermidades ou condições características. Sendo elas: cardiopatias, hipertireoidismo, doença renal crônica, hiperadrenocorticismo, diabetes, obesidade ou associada à administração de agentes terapêuticos.

Outro tipo cada vez mais comum de hipertensão arterial em cães é o pulmonar. Nesse quadro, a pressão arterial pulmonar sofre um aumento persistente e, assim como o quadro anterior, pode ser caracterizado como primário ou secundário. Partindo para o cenário de hipertensão arterial pulmonar secundária, ela pode ter relação com uma variedade de anomalias pulmonares, ou até mesmo, do sistema cardiovascular como um todo. Além disso, sua origem pode ter relação com inflamações sistêmicas, doenças infecciosas e, até mesmo, uso de fármacos ou toxinas.

Quais os principais sinais e fatores de risco da hipertensão arterial em cães?

De modo direto, os primeiros sinais que se apresentam em quadros de hipertensão arterial em cães são:

  • Dores de cabeça;
  • Mudanças de comportamento do animal;
  • Falta de ar;
  • Cansaço;
  • Emagrecimento;
  • Desmaios;
  • Diminuição da visão;
  • Sangramento no nariz.

Contudo, se engana quem pensa que os sinais da doença são restritos a esses. Apesar de ser uma enfermidade que pode atingir o estágio grave, em casos mais brandos, a hipertensão arterial pode se mostrar apenas para o veterinário experiente. Por isso, o acompanhamento frequente dos cães, principalmente dos mais velhos, é fundamental para o diagnóstico mais preciso e rápido da doença.

Além disso, a doença pode ser agravada por alguns fatores que põe em risco animais mais propensos ao seu desenvolvimento. A hipertensão arterial em cães está presente, quase sempre, em animais considerados fumantes passivos, por exemplo.  Isso se dá por estes viverem em ambientes com fumantes, e que consomem de forma exagerada sal e gorduras.

Outros fatores de risco comuns para a doença são:

  • Alimentação não balanceada;
  • Excesso de sal;
  • Estresse;
  • Viver com tutores tabagistas;
  • Fármacos;
  • Doenças endócrinas, cardíacas e renal;
  • Lesões vasculares.

Por fim, ainda são fatores de risco ainda o sedentarismo e a obesidade, além da hereditariedade, que é um fator importante a ser considerado.

Como é realizado o diagnóstico?

De modo geral, o diagnóstico de hipertensão arterial sistólica em cães se dá pela medição da pressão sanguínea do animal análoga à exames complementares para a determinação da causa, caso o quadro seja confirmado. Já nos casos de hipertensão pulmonar, o diagnóstico se inicia no exame físico do animal. Isso é feito para que o veterinário possa reconhecer os sinais clínicos da doença, além de ser o momento de relacionar com o histórico, daí a importância do acompanhamento recorrente.

Após o exame físico, também são realizados exames complementares como:

  • Exames laboratoriais;
  • Radiografia torácica;
  • Gasometria;
  • Oximetria;
  • Eletrocardiograma;
  • Ecocardiograma.

Como nem sempre é viável a realização de todos esses exames, o ecocardiograma é o mais recomendado por permitir que o veterinário veja o coração dos pacientes. Além disso, é possível visualizar anomalias estruturais e variações na circulação sem a necessidade da realização de um exame mais invasivo. Por se tratar de um tipo de exame ultrassonográfico, o ecocardiograma quando associado ao doppler, dá ao veterinário a possibilidade de verificar e avaliar a pressão arterial pulmonar dos cães.Além disso, é possível fazer avaliação dos fluxos valvares e fluxos regurgitantes, confirmando que o método é o mais completo e mais indicado para o diagnóstico nesses casos.

Contudo, vale ressaltar a importância de um profissional capacitado para realizar essa análise e, portanto, esse exame. Conhecer a fundo as técnicas ultrassonográficas, confere ao profissional capacidade para a análise minuciosa da vascularização para a identificação de variações e questões atípicas no sistema cardiovascular como um todo. Além disso, a experiência, normalmente, confere ao profissional o conhecimento para a realização do diagnóstico precoce, em associação ao ecocardiograma.

Uma vez realizado o diagnóstico, o tratamento, em grande parte dos casos, passa pela avaliação periódica, medicamentos e dieta.

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Fonte: SHOP Veterinário, Equalis Veterinária e SOARES

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