Morte de gado no Rio Grande do Sul aponta bactéria como causadora

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A Secretaria de Agricultura abriu investigação para apurar a morte de Cinquenta animais bovinos encontrados mortos em uma propriedade localizada em Carajazinho, no interior do município de Entre Ijuís, no noroeste do Estado gaúcho.

O resultado da análise, que será feita por um laboratório credenciado do Ministério da Agricultura, da Universidade de Cruz Alta (Unicruz), deve sair dentre 20 dias. Como dados para análise foram extraídos dos animais infectados, materiais como: coração, cérebro, pulmões etc.

De acordo com a Inspetoria Veterinária e Zootécnica de Agricultura, de Santo Ângelo, a suspeita está sobre as Clostridioses, bactérias que podem causar, por exemplo, o botulismo e o tétano no rebanho bovino e que podem ser transmitidas por aplicações erradas de vacina, feridas nos animais ou até mesmo por meio da alimentação do gado.

Segundo Fernando Groff, chefe substituto da Defesa Sanitária Animal no Estado, é importante que os produtores façam o manejo correto dos animais e mantenham a higiene nas propriedades para evitar esse tipo de doença. Segundo ele, muitas vezes, a infecção com a bactéria ocorre no momento do manejo, na hora de aplicar a vacina no animal, o que pode ser decorrente de alguma falha na higienização ou de outro problema. Ao contaminar o produto, acaba-se propagando a bactéria para outros animais.

O veterinário, Juarez Dalla Corte, afirma que todos os animais infectados apresentaram endema subcutâneo, sintoma típico da doença causada pela Clostridiose. Há sete tipos de Clostridius que causam doença no rebanho. Goff tranquiliza os produtores e diz que não há risco de epidemia e sustenta que essas mortes são casos isolados da infecção bacteriana. A doença também não exerce risco de contágio em humanos através dos animais infectados.

A fim de evitar mais mortes, técnicos vacinaram o gado que não foi atingido, naquela propriedade. Além disso, os animais foram transferidos para outra área da fazenda para evitar mais infecções. No entanto, o processo de imunidade só se completa dentre 15 dias após a vacinação, por isso ainda há risco de mais animais morrerem.

O criador de gado, dono da propriedade atingida, afirma ter vacinado todo o rebanho cinco dias atrás. Assim, o professor e veterinário, Thiago Pereira, da Unicruz, alerta os criadores, que já vacinaram o rebanho, da necessidade de revacinar em 30 dias.

A última ocorrência com Clostridioses, com número proporcional de mortes, ocorreu em Pelotas, há dois anos. Apesar de, em todo o Brasil, as Clostridioses causarem perdas de mais 400 mil animais, com prejuízos econômicos que ultrapassam os R$ 1 bilhão, a doença não prejudica as exportações de carne bovina.

Fonte: Pecuária

Adaptação: Revista Veterinária

 

 

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