O que é radiologia veterinária? Conheça mais essa técnica!

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O que é radiologia veterinária Conheça mais essa técnica
A radiologia veterinária é uma técnica essencial no diagnóstico veterinário.

Os exames de imagem são bastante utilizados em clínicas e hospitais veterinários como ferramenta de diagnóstico. Assim, buscando responder a dúvida de o que é radiologia veterinária de forma simplificada, podemos dizer que ela consiste da aplicação de radiações ionizantes e não ionizantes, de modo a tornar visível estruturas internas do animal para prática de diagnósticos e terapias nos pacientes.

Desde quando começou a ser utilizado na medicina, no ano de 1896, o raio-x vem revolucionando o segmento e, desde então essa área não para de crescer e evoluir. A radiologia tem um papel de grande importância nos atendimentos veterinários, pois visa facilitar, consideravelmente, o diagnóstico de patologias diversas, melhorando a qualidade do diagnóstico de inúmeros profissionais.

Em situações de emergência, lesões e acidentes, esta técnica que engloba radiografias, ultrassonografias e ressonâncias, é de grande utilidade para que sejam tomadas decisões embasadas e que resultem no tratamento e cura, independente onde esteja o problema. A escolha ou não pela radiologia veterinária cabe ao veterinário encarregado, mesmo assim, esta é bastante útil independente de qual seja o sistema comprometido no paciente. Isso porque, a radiologia auxilia o veterinário na solução de problemas nos sistemas muscular, esquelético, torácico, entre outras estruturas.

No entanto, aliar a teoria e prática é fundamental para que o profissional da área saiba operacionalizar este aparelho, além de interpretar os seus resultados e produzir laudos. por isso, neste artigo vamos nos aprofundar um pouco mais nesta técnica tão requisitada, principalmente pelo segmento de pequenos animais. Confira!

Como é realizada a radiologia veterinária?

Agora que está mais claro o que é radiologia veterinária, é importante entender como essa técnica é aplicada. Assim, ela é utilizada como ferramenta de diagnóstico, com objetivo de evidenciar as estruturas internas dos pacientes por meio de aplicação de radiações ionizantes e não ionizantes. Sendo assim, a formação da imagem, depende de que a radiação atinja o paciente gerando a imagem que será, então, interpretada pelo veterinário. 

Por isso, para que a imagem se forme o mais nitidamente possível, o animal deve ficar o mais quieto que puder. Principalmente quando pensamos na principal técnica da radiologia, o raio-x. Neste exame, qualquer movimento do paciente pode comprometer a imagem que está sendo formada e causar a necessidade do animal passar por todo o processo novamente. Dessa forma, para que os exames radiológicos sejam realizados com sucesso, é necessário realizar a contenção dos animais.

Métodos de contenção dos pacientes

Na radiologia veterinária, assim como na humana, o paciente deve permanecer o mais quieto e imóvel quanto possível durante o exame. Contudo, quando se trata de animais, é evidente o quanto essa questão pode apresentar um desafio. Assim, no atendimento clínico veterinário, existem alguns métodos de contenção que facilitam a execução do exame, protegem o paciente e agilizam o diagnóstico. Dessa forma, temos dois tipos de contenção mais comumente utilizados:

  • Contenção Física: nesse método, cabe ao veterinário segurar de forma correta o animal, para que não se machuque. Nestes casos, ele pode contar o auxílio de equipamentos de contenção como focinheiras, laços, argolas de fixação entre outros que permitem que o animal fique na posição. Tudo isso, é claro, com atenção e cuidado para que o paciente não se machuque durante a realização do procedimento;
  • Contenção Química: aqui, são administradas substâncias com o objetivo de acalmar ou sedar o animal para que o exame de raio-x possa ser conduzido. Neste caso, tais sedativos podem ser administrados via oral, venosa ou intramuscular.

A escolha do método de contenção cabe ao veterinário responsável, que deve levar em consideração o tipo de exame e o paciente a ser examinado, considerando espécie, tamanho, histórico, entre outras características relevantes. Tudo isso deve ser pensado de modo a preservar o paciente e o veterinário, tornando o exame o mais eficiente possível. 

Tipos de posicionamento na radiologia veterinária

Depois de explicar melhor o que é radiologia veterinária e como ela acontece nos atendimentos, é importante conhecer também os tipos de posicionamento que podem ser solicitados para o exame. Assim como na medicina humana, o posicionamento do animal durante o exame evidencia a estrutura que deseja ser observada e, portanto, cabe ao radiologista conhecer os principais e reconhecer o que o solicitante busca visualizar.

Assim, os principais posicionamentos na radiologia veterinária são:

  • Caudal: tratando da parte posterior do animal, ou seja, com vista para a cauda;
  • Craniana: esta é o oposto da caudal, portanto é a parte frontal do animal, com vistas para a cabeça;
  • Distal: trata das extremidades do corpo do animal, abrangendo membros inferiores e superiores;
  • Dorsal: remete à parte posterior do corpo do animal;
  • Ventral: remete ao ventre, ao abdômen do paciente sendo, portanto, o oposto do tipo dorsal;
  • Palmar: o exame focado nas palmas das mãos ou patas dianteiras do animal;
  • Plantar: o foco é na planta dos pés ou patas traseiras do animal;
  • Proximal: refere-se à um ponto próximo ao de fixação ou extremidade de um membro;
  • Rostral: trata da face do animal, onde o foco está no rosto ou focinho do animal;
  • Arcadas (superior e inferior): o foco está na arcada dentária do animal;
  • Látero lateral: o foco é no intestino, aparelho urinário e tórax, e é executado com o animal deitado de lado;
  • Dorsoventral: aqui o animal é posicionado de barriga para baixo com o queixo na maca, sendo o exame focado na coluna vertebral e no abdômen;
  • Látero lateral oblíqua de boca aberta: seu uso é para exames odontológicos e o animal fica deitado de lado na maca com a cabeça apoiada, em ângulo oblíquo e de boca aberta;
  • Látero lateral oblíqua de boca fechada: segue o mesmo posicionamento que o látero lateral oblíquo de boca aberta, porém, obviamente, com a boca fechada para a observação da mordida do animal;
  • Frontal: aqui o animal fica deitado com as costas na maca e a cabeça e focinho virados para cima. É muito usada para observação da coluna cervical;

O mercado para radiologia veterinária

Agora que os pontos principais sobre o que é radiologia veterinária foram esclarecidos, queremos mostrar o quanto esse campo é importante, principalmente para quem trabalha com atendimento clínico. por englobar técnicas de exame de diagnóstico, a radiologia veterinária deve ser realizada por um profissional capacitado, e que conheça todos os procedimentos adequados.

Isso garante o bem-estar do paciente e, acima de tudo, a qualidade do exame que será interpretado. Contudo, apenas a qualidade do exame não garante a interpretação correta dos resultados e, portanto, o médico veterinário também precisa se capacitar para que saiba compreender seus resultados. Além disso, conhecer o exame que foi solicitado é essencial para saber quando este é necessário, principalmente quando há necessidade de combiná-lo com outras técnicas.

Sendo assim, a radiologia veterinária apresenta uma excelente oportunidade de mercado para técnicos, médicos veterinários, clinicas e hospitais. Contudo, é preciso profissionais capacitados para que o exame ocorra de modo correto e o diagnóstico possa ser interpretado de modo preciso.

Se você é um médico veterinário e precisa melhorar sua interpretação para os exames radiológicos, fique tranquilo. É só CLICAR AQUI e conferir como aprender na prática e melhorar muito seus diagnósticos!

Fonte: Educa Mais Brasil e Radiologia

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Atualizado em: 1 de setembro de 2020

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