Obesidade canina e anestesia: entenda os riscos!

  •   
  •  
  •  
  •  
  •  

Obesidade canina e anestesia entenda os riscos!Cerca de 40% dos cães do mundo sofrem com a obesidade canina. Dentro do mercado veterinário, isso se traduz em um porcentagem alta de chances de se encontrar animais obesos no atendimento a pequenos animais. Sendo assim, podemos afirmar que boa parte dos procedimentos cirúrgicos veterinários, sejam eles emergências ou não, são com animais obesos ou com sobrepeso .

Assim, a obesidade canina pode ser um grande sinal de alerta para os médicos que precisam realizar tais procedimentos. Isso se dá, uma vez que a obesidade afeta a maioria dos órgãos vitais, e por esta razão, em uma cirurgia onde se faz uso da anestesia, por exemplo, cuidados extras e maior atenção aos riscos cirúrgicos dos pacientes devem ser tomados. Sendo o caso clínico um pouco mais detalhado, o animal pode sofrer alterações no sistema cardiovascular, respiratório e metabólico, aumentando o risco de complicações.

Por isso, neste artigo vamos apresentar as características da obesidade canina e os riscos que ela traz ao animal em procedimento, principalmente, anestésicos. Confira!

Quais os sinais da obesidade canina?

Antes de entender porque a obesidade canina pode complicar certos procedimentos veterinários, é importante entender seus sinais para reconhecer esse quadro nos pacientes. Assim, para reconhecer animais que possam apresentar sobrepeso, ou obesidade canina, é preciso:

  • Realizar o exame da fisiologia do animal com o tato: o veterinário toca no animal buscando avaliar o tecido adiposo que cobre o tórax buscando sentir as costelas que, normalmente, são fáceis de palpar e identificar;
  • Usar tabelas de medidas padrões de raças: para alguns casos, é possível fazer avaliação usando como base esse padrões. 

Tudo isso, é claro, levando em conta a raça, idade e sexo do animal. Além disso, é importante ressaltar que os estágios de obesidade sobrepeso são diferentes. O sobrepeso, como o nome mesmo sugere, um animal que se apresenta com um leve excesso de peso. Já a obesidade canina, ou a obesidade animal em geral, é uma doença crônica grave. Nesses casos, o excesso de gordura presente no corpo do animal pode estimular reações metabólicas que causam inflamações e contaminam todo o paciente.

Assim, mesmo casos de sobrepeso merecendo atenção, os quadros de obesidade canina devem tratados com alerta. Além de provocar doenças como diabetes nos animais, pode levar a complicações sérias em momentos que já são de risco, como durante a anestesia.

Obesidade canina pode agravar os riscos da anestesia veterinária

Em todos os casos onde há necessidade do uso de anestesia veterinária, é preciso, antes de mais nada, que o paciente seja submetido a uma avaliação pré-anestésica. Nesse momento, os animais são examinados, passam por exames quando necessário e tem seu histórico de saúde analisado, tudo para determinar os riscos e a técnica anestésica a ser aplicada. Assim, estar a par das condições do paciente já deve ser procedimento padrão para qualquer procedimento envolvendo anestesias. 

Diante dessa avaliação, a obesidade canina pode complicar o procedimento anestésico de modo a oferecer mais riscos à saúde do animal. Como esse quadro pode comprometer os órgãos do paciente, este estar obeso, por si só, já é um agravante para o momento da anestesia já que o organismo não etsá funcionando como deveria. Além disso, quando combinado com outras questões, como outras doenças crônicas como diabetes, ou idade avançada, pode comprometer ainda mais as chances de sucesso de todo o procedimento.

Além disso, mesmo em animais em que o restante do quadro clínico e a idade não sejam um agravante o excesso de gordura no corpo do animal pode oferecer um risco. Isso se dá já que, em determinados casos, a dosagem do anestésico utilizado precisa ser aumentada para compensar o peso do animal. Assim, o paciente acaba sendo exposto a mais riscos de complicações pelo aumento da dosagem.

Como evitar ou minimizar esses riscos?

Primeiramente, o que vem a mente para minimizar ou evitar os riscos da obesidade canina nos procedimentos anestésicos, é a prevenção e o tratamento dessa condição. Assim, o controle da alimentação do animal, bem como combate ao sedentarismo com exercícios e brincadeiras, são os primeiros passos,e  os mais simples, para evitar a obesidade crônica no animal.

Contudo, para situações em que o animal vai passar por procedimentos que necessitam de anestesia e se encontra com a obesidade canina crônica, é preciso capacitação dos profissionais veterinários envolvidos. Diante dessa situação, os médicos veterinários, desde o responsável pela a anestesia até o cirurgião ou clínico, devem estar capacitados e seguros para realizar os procedimentos. Além disso, a experiência nesses casos tende a fazer a diferença já que o anestesiologista vai estar mais seguro nas tomadas de decisão durante os processos.

Por fim, temos uma dica para quem deseja ganhar segurança para trabalhar com anestesia veterinária em pequenos animais. Quer ganhar mais segurança nos procedimentos e experiência para avaliar riscos? CLIQUE AQUI e saiba como!

Fonte: Lord Pets e Digital Vet

  •  
  •  
  •  
  •  
  •  


Atualizado em: 1 de outubro de 2020

Artigos Relacionados com Pequenos Animais: