Otopatias em cães e gatos: diagnóstico e tratamento

Otopatias em cães e gatos diagnóstico e tratamento
foto cedida pelo CENVA – CPT Cursos Presenciais

As otopatias em cães e gatos são um processo inflamatório (agudo ou crônico) no canal da orelha. As otites são frequentemente observadas nas clínicas veterinárias e a prevalência é maior em cães, uma vez que a anatomia da orelha dos felinos é menos favorável às infecções. 

Otites não tratadas corretamente podem causar alterações irreversíveis no canal auditivo. O estreitamento do canal é tida como a mais preocupante, pois dificulta que as medicações e as soluções para limpeza cheguem à área afetada e não permite que o cerume normal saia do canal.  

É fundamental que o médico veterinário saiba reconhecer o problema e diagnosticar o quanto antes para definir o melhor tratamento sem causar danos ao animal. Também é necessário se atentar aos principais sinais clínicos. Tire suas dúvidas sobre o tema de uma vez por todas ao longo deste artigo!

Sinais clínicos das otopatias em pequenos animais

Alguns sintomas normalmente são observados pelos donos quando o cão ou o gato está com otite. São eles: coceira constante, chegando a provocar feridas, balanço da cabeça com frequência, cabeça torta, indicando incômodo, secreção no canal auditivo, com excesso de cera, mau cheiro e perda de pelos nas orelhas ou ao redor, perda de equilíbrio, irritabilidade e caminhadas em círculos. Além desses sinais clínicos também pode acontecer o aumento da espessura da orelha, chamado de otohematoma. 

Após a identificação que algo está errado com o animal, a ida ao médico veterinário deve acontecer o quanto antes. Durante o diagnóstico, será analisado o histórico aliado aos exames físico geral e otológico. Outros métodos usados como diagnóstico auxiliar na determinação do tipo de otite podem ser a otoscopia, realização de exames parasitológicos, cultura e antibiograma de cerúmen, e quando necessários, métodos de imagem. 

Classificações e tratamentos para a otite em cães e gatos

A otite é uma doença dermatológica de grande importância que pode ser classificada de acordo com a localização e gravidade do processo inflamatório. A infecção do conduto auditivo é classificada em otite interna, média e externa, prejudicando cães e gatos independente da idade. 

Apesar de recorrente, as otopatias ainda são desafiadoras para a medicina veterinária já que podem acontecer diversas variações. Um exemplo disso, é que os felinos podem desenvolver otite média (OM) sem apresentar a otite externa (OE). Por isso, é necessário um maior cuidado no tratamento com medicamentos de uso tópico, pois os animais podem desenvolver ototoxicidade com maior constância. 

Já nos cães é comumente observado o ácaro Otodectes cynotis associado a OE. Staphylococcus spp. e Malassezia pachydermatis são os microrganismos mais encontrados nos casos de OE canina. 

Se o animal está na fase inicial da otite, o tratamento da causa primária pode ser o suficiente para controlar a doença. Mas, em casos crônicos, um ou mais fatores podem estar presentes, portanto o médico veterinário deve instituir terapia especificamente direcionada à eles. 

O tratamento de otopatia específica, deve estar direcionado ao tipo de otite e aos agentes presentes. Dentre os principais fármacos estão: ceruminolíticos, Anti-inflamatórios esteroidais, Acaricidas, Antimicrobianos, Antifúngicos e Analgésicos. Na hora de prescrever o medicamento, o veterinário deve direcioná-lo para a causa da otite. 

Vale ressaltar que parasitas (carrapatos, sarna de orelha), corpos estranhos, alergias (dermatite atópica, alergia alimentar), calor, umidade e doenças que alteram a renovação de pele (desordens de queratinização) são considerados como fatores que podem causar otites. Todas essas alterações podem levar a proliferação cerume, fungos e bactérias que irão causar as diferentes inflamações. 

Aprenda a diagnosticar otopatias e outras doenças dermatológicas

A especialização do médico veterinário para detectar doenças dermatológicas em pequenos animais é fundamental, visto que muitas enfermidades estão relacionadas à derme. Essa área requer treinamento prático de modo objetivo e com muita segurança. Por ser tão comum em clínicas veterinárias e de amplo diagnóstico, recomendamos que aprofunde os conhecimentos para que você seja capaz de qualificar qualquer doença dermatológica. Conheça o Curso de Dermatologia em Pequenos Animais e cresça enquanto profissional!

Fontes: Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia de Garça – FAMED/FAEF, Pesquisa Unifimes, Vetsmart, Petcare, Vetsmart



Atualizado em: 9 de setembro de 2021

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