Preparo de rufiões

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Os rufiões são procedimentos realizados em bovinos, visando incapacitá-los, de alguma forma, de reproduzir, atuando no impedimento da fecundação ou diretamente na cópula. Esses animais são utilizados para identificação de fêmeas no cio para técnicas de reprodução assistida, como a Inseminação artificial, e, mesmo possuindo duas formas distintas de rufiões, as técnicas que trazem como objetivo, a incapacitação do macho de copular com a fêmea, é a mais vantajosa, impedindo a transmissão de qualquer enfermidade pelo contato, simultaneamente.

As técnicas mais utilizadas são quatro, compreendendo: epididectomia, desvio leteral do pênis, neo-óstio prepucial e fixação do pênis na parede abdominal.

A Epididectomia é pouco utilizada, isoladamente, ou seja, quando se opta por ela, deve vir acompanhada de uma técnica que, além de impedir o fluxo de sêmen durante a cópula, impeça também a mesma. É uma cirurgia de baixo custo por ser feita apenas por anestesia local da cauda do epidídimo e pouco invasiva. A técnica compreende a exposição do epidídimo, região caudal, sendo ele dissecado do testículo, com cuidado, para não lesioná-lo e feita a ligadura entre o ducto deferente e o epidídimo, sua porção caudal (cauda do epidídimo) é retirada, impedindo o armazenamento e manutenção dos espermatozoides que ocorre neste local.

Já a técnica de Desvio lateral do pênis é um pouco mais complexa, pois envolve uma grande quantidade de pontos, porém, tem como vantagem a impossibilidade da cópula e não interfere na libido do animal. A região anestesiada é grande, indo das duas laterais do trajeto do pênis à base do prepúcio. A incisão é feita contornando o prepúcio e região do pênis, até o escroto, sendo outra incisão feita a partir da base do escroto. O pênis e prepúcio, liberados pela primeira incisão, são suturados na região da segunda incisão.

O Neo-óstio prepucial é também muito utilizado, até mais que a anterior, por também impedir a cópula e não interferir na libido do macho, além de ser menos invasiva para o animal, diminuindo o trauma e o pós-operatório. É feita por uma incisão circular ou quadrangular, no ponto médio entre o prepúcio e a prega da virilha, retirando-se um fragmento de pele. Através da incisão, identifica-se e se expõe a lâmina interna do prepúcio, seccionando-a, além de suturar suas bordas com pontos separados, dando origem a um "novo" óstio.

Como quarta e última técnica descrita, a Fixação do pênis na parede abdominal não é a primeira opção, porém, se faz muito útil quando há suspeita de uma deficiência em alguma das técnicas anteriores. Uma incisão é feita entre prepúcio e escroto por onde se alcança a porção dorsal do pênis e se externaliza da túnica albugínea e essa porção dorsal do pênis é suturada ao músculo reto abdominal.

Porque têm objetivos específicos diferentes, e pelo nível de invasão de cada técnica, devem ser utilizados antibióticos quando necessário, além de ser comum a todas, manter o animal em repouso relativo e realizar a limpeza da ferida cirúrgica com iodo, polvidine, durante os primeiros 20 dias pós-cirúrgicos e manter o animal afastado da fêmea por volta de 3 a 4 semanas.

Fontes de pesquisa:

CPT – Curso de Cirurgia de Bovinos a campo

     

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