Remédios genéricos veterinários podem se tornar possível no Brasil

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O mercado de remédios genéricos veterinários, inexistente no Brasil, pode começar a ser criado em breve e a indústria já se movimenta. Assim como os genéricos para humanos, os remédios para animais de produção ou domésticos, após regulamentação, passarão a ser colocados no mercado com prazo e custo menor, depois da expiração de patentes de produtos de referência.

Segundo Henrique Tada, da Associação dos Laboratórios Farmacêuticos Nacionais (Alanac), no momento, a inexistência de um genérico definida por lei, após a expiração da patente de uma companhia, leva as farmacêuticas concorrentes a submeterem a molécula a um longo processo de registros de testes clínicos para comprovar eficácia e segurança. Tendo sido aprovado o genérico, todo o processo poderá ser substituído pelo teste de bioequivalência, uma vez que a molécula inicial já passou por estudos anteriores.

De acordo com Tada, a expectativa é que categoria emirja, mas, para que isso ocorra, a lei precisa ser atrativa. O surgimento dos remédios genéricos veterinários só acontecerá se as empresas acharem viável. A legislação que autorizará que o assunto seja regulamentado, no Ministério da Agricultura, está para ser votada nas próximas semanas no Congresso.

Falando das vantagens do produto, o autor da lei, o senador Benedito de Lira, afirma que diversos criadores deixam de tratar seus animais devido aos custos, o que pode ser solucionado com a disponibilização dos genéricos, que são mais baratos.

Segundo Tada, há um longo período para que esses remédios sejam produzidos. A exigência do teste de resíduo, que verifica se foram eliminados todos os restos da substância nos animais que seguirão para o abate, é uma questão em suspense, esperada pela indústria. Para Luciana Gomes, fiscal do ministério, é preciso ainda garantir que nenhum resíduo ficará, o que só acontecerá no momento da regulamentação, e após possível bioequivalência.

Fonte: CFMV

Adaptação: Revista Veterinária

 

 

 

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