Você sabe o que é Auto-hemoterapia?

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Descrita pela primeira vez na França, no ano de 1911, como proposta para curar a febre tifóide, é uma técnica que vem sendo muito estudada por médicos cientistas até hoje com o intuito de avaliação do seu custo/beneficio para daí ser mais disseminada. A auto-hemoterapia é compreendida pela extração de sangue venoso de um paciente e sua posterior aplicação por via intramuscular no mesmo indivíduo com um propósito terapêutico.

Segundo defensores da técnica, a mesma provoca uma maior produção de macrófagos, fortalecendo o sistema de defesa do organismo e eliminando bactérias, vírus, células cancerosas e fibrinas. Essa reação se dá pelo reconhecimento do sangue presente no tecido muscular pelo organismo ser como de um corpo estranho, ou também dito como reconhecimento pelo Sistema Retículo Endotelial (SRE). Logo, há estímulo para que sejam produzidos e liberados mais macrófagos para a corrente sanguínea.

Por outro lado, existem muitos que discordem dos benefícios alcançados com esse tratamento, uma vez que pode provocar abscessos na pele, dores, edemas, hematomas, infecções, além de outros problemas mais graves como coagulação intravascular disseminada e sangramento generalizado, segundo alega o Conselho Federal de Medicina, proibindo tal procedimento dentro da clínica humana.

Já na Medicina Veterinária, esse procedimento é mais comum e, inclusive, tratamento em que é observado mais sucesso na cura de algumas doenças, sendo a papilomatose cutânea um exemplo clássico. Além da grande eficiência, é muito adotada principalmente por produtores em bovinos pelo baixo custo.

Ainda não são divulgados dados específicos quanto à taxa de macrófagos normal no organismo animal, até mesmo porque há uma diversidade de espécies e raças nessa área, porém, podemos tomar como referência para entendimento da técnica os resultados obtidos em humanos, sendo a incidência normal de monócitos circulantes de 5% e após oito horas à inoculação do sangue a taxa de glóbulos brancos passa a aumentra para 22%, sendo que 20% ainda são ativos em um período de três dias. Esse sangue injetado no músculo tem seu momento de ação máximo no organismo e posteriormente vai perdendo seu efeito. Todo o processo dura em torno de cinco dias.

Há outras doenças em que vem sendo pesquisado o uso de tal procedimento, como para cura de sarna demodécica e até doenças virais como cinomose em cães, porém, ainda não foram obtidos dados concretos de que realmente surta o efeito desejado.

É importante também lembrar que qualquer procedimento deve ser realizado ou orientado por um Médico Veterinário, para que não ocorram acidentes nem consequências indesejáveis.

Fontes : UFPEL

Adaptação: Revista Veterinária

 

 

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