Veja como diagnosticar cistos ovarianos em bovinos

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cistos ovarianos em bovinos

Cistos ovarianos em bovinos, são folículos que não ovularam, assim eles continuam se desenvolvendo. Podendo atingir até 20 mm de diâmetro, ficando por pelo menos 10 dias, com ausência de corpo lúteo. Sendo comum, encontrar dois ou mais cistos em um ovário de uma vez.

Historicamente, os cistos ovarianos eram associados à ninfomania, ou seja, os animais com presença de cisto apresentavam cios irregulares e muitas vezes constantes, geralmente com manifestação acentuada. 

Atualmente, o que se vê com maior freqüência são animais que não apresentam comportamento estral e têm a patologia identificada no exame ginecológico para diagnóstico de gestação ou avaliação rotineira de animais vazios. Continue a leitura e saiba como identificar essa doença!

Tipos e causas de cistos ovarianos em bovinos

Os cistos ovarianos em bovinos podem ser classificados em três tipos:

  • Folicular – são caracterizados como estruturas de parede fina, que pode ser um ou vários, com ausência de corpo lúteo (CL). As vacas que apresentam esse tipo de cisto podem mostrar sinais constantes e fases irregulares de estro ou anestro. 
  • Luteal – são caracterizados como estruturas de parede mais espessa e em geral são únicos e com ausência de corpo lúteo. Normalmente, as vacas estão em anestro, porém o hormônio predominante produzido por esse tipo de cisto é a progesterona.
  • Cístico – o folicular e o luteal são patológicos e associados com infertilidade. é confundido com os cistos foliculares e luteais. Esses cistos se formam depois da ovulação e são considerados cavidades de vários tamanhos dentro do corpo lúteo normal. Essa característica não é considerada uma patologia e não afeta a fertilidade.

O cisto folicular é considerado o mais comum, dentre os descritos acima. O avanço dos ovários císticos em bovinos tem relação com:

  • Elevada produção leiteira;
  • Modificações estacionais;
  • Predisposição hereditária; 
  • Disfunção hipofisária.

Sinais

As vacas afetadas pela doença costumam apresentar sinais, como por exemplo o anestro, ciclos irregulares e ninfomania (apetite sexual excessivo). Além disso, elas podem apresentar também a redução da produção de leite e um constante corrimento claro na vulva.

Entretanto, o sinal é mais visto são dos animais que não apresentam comportamento estral. As vacas afetadas também podem apresentar na área genital edemaciação endometrial generalizada que pode evoluir para uma hipertrofia e prolapso da vagina. Em novilhas não gestantes que apresentarem os cistos, pode ocorrer o desenvolvimento da glândula mamária.

As concentrações anormais de progesterona na circulação sanguínea, é um sinal que a maioria dos animais apresentam, podendo interferir na capacidade do estradiol e estimular o hipotálamo a liberar o GnRH.

Como é realizado o diagnóstico e tratamento da doença?

Dessa forma, o diagnóstico da enfermidade é feito a partir de um exame ginecológico em vacas vazias ou pelo diagnóstico de gestação. Pode ser também baseado no grau de luteinização do ovário.

A dosagem de progesterona (P4) no plasma ou no leite pode ajudar a diferenciar os dois tipos de cistos, e a sensibilidade da ultrassonografia pode ser de 91,5% para diagnosticar cisto luteal e de 70% para cisto folicular. Porém, muitas vezes as vacas apresentam estruturas grandes nos ovários, semelhantes a cistos, que são afuncionais.

Portanto o diagnóstico tem que ser baseado no histórico reprodutivo do animal. Anestro, estro constante, intervalo entre estros irregulares (curtos ou longos) são comuns em vacas com cisto folicular. Vaca com cisto folicular crônico apresenta relaxamento dos ligamentos pélvicos e constante descarga de muco pela vulva.

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Fonte: Blog do mundo veterinário

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Atualizado em: 25 de novembro de 2019

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