Doenças cardíacas em cães e gatos

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As doenças cardíacas são cada vez mais frequentes em cães e gatos. Tanto é assim que um em cada dez animais são vítimas destas doenças, sobretudo aqueles acima dos 7 anos de idade. Os filhotes também podem sofrer de doenças cardíacas, normalmente congênitas, estando presentes já no momento do nascimento.

Ao contrário do homem, os animais não são vítimas de infarto do miocárdio, mas sim, de microinfartos decorrentes da degeneração do músculo cardíaco. Assim sendo, animais não morrem de infarto.

Cães e gatos não sofrem dos mesmos tipos de doenças cardíacas. Nos cães, as doenças mais comuns são aquelas causadas pela degeneração das válvulas do coração e pela falha na contração e na dilatação das câmaras do coração. Já nos gatos, a doença cardíaca mais comumente encontrada é causada pelo engrossamento das paredes do coração.

Existem, ainda, as parasitoses cardíacas como a Dirofilariose, mais frequentes em cães do que em gatos e que acomete, principalmente, animais que vivem no litoral ou próximo dele. Isso porque a doença é causada por um mosquito encontrado nas regiões litorâneas. Embora possa ser fatal, se a Dirofilariose for detectada a tempo, pode ser tratada.

Animais cardíacos geralmente demonstram emagrecimento, dificuldades para respirar, sono maior que o habitual, tosse, principalmente, tosse noturna, cansaço, aumento do abdômen, alteração da coloração da língua que muitas vezes se torna pálida ou arroxeada, rejeição a atividades físicas, etc. Os gatos podem, ainda, apresentar paralisia dos membros.

Devido à gravidade da doença, é importante que, ao menor sinal desses sintomas, principalmente nos cães e gatos com idade avançada, seja feita uma visita ao veterinário a fim de que, com a ajuda do histórico do animal, e através de exames clínicos e laboratoriais, seja possível o diagnóstico. Quanto antes forem diagnosticadas as doenças cardíacas, maior é a probabilidade de sucesso no tratamento.

Assim como nos humanos, a prevenção é o melhor tratamento que existe. Existem alguns cuidados perfeitamente possíveis, a título de inibir os problemas cardíacos, como uma alimentação adequada à base de ração balanceada e própria para a fase do animal, além de visitas regulares ao veterinário para que este se certifique de que não há nenhuma anormalidade na saúde do animal e que, consequentemente, seja possível a prevenção de outros tipos de problemas.

Autora: Dra. Vanessa Mollica C. Teixeira/Médica Veterinária/ Especialista em Clínica e Cirurgia – UFV/ Mestre em Cirurgia – Unesp

 

Fonte: Pets Auquimia

 

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Atualizado em: 20 de agosto de 2011