Equoterapia ajuda no tratamento fonoaudiológico

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Em 1997 a equoterapia foi reconhecida pelo Conselho Federal de Medicina como uma prática terapêutica que deve ser realizada por profissionais legalmente habilitados.

É indicada nos casos de paralisia cerebral; lesões neuro-motoras (cerebral e medular); deficiências sensoriais (áudio – fono e visual); distúrbios evolutivos e/ou comportamentais; patologias ortopédicas (congênitas ou adquiridas); distrofias musculares; amputações; síndromes genéticas; esclerose múltipla; atraso no desenvolvimento neuropsicomotor; retardo mental; acidente vascular cerebral; distúrbios emocionais, de linguagem e de aprendizagem; autismo; dentre outros.

A equoterapia tem dado resultados impressionantes. No tratamento fonoaudiológico, por exemplo, tem surtido um efeito mais rápido do que os métodos usados em hospitais, ambulatório e clínicas. O tratamento convencional usa de muitos métodos e o ambiente ao qual o paciente é exposto se torna desestimulante, fazendo com que o paciente retorne as seções sentindo-se forçado a comparecer para se recuperar o mais rápido.

Esta nova modadlidade de tratamento, em Fonoaudiologia, surge como uma perspectiva para o trabalho de desenvolvimento da linguagem, aspectos cognitivos e funções estomatognáticas, levando-se em consideração a relação com os estímulos proporcionados pela intervenção fonoaudiológica e pelo meio ambiente, pois o trabalho é realizado ao ar livre, em contato com a natureza e com outro ser vivo.

O tratamento fonoaudiológico de pacientes portadores de deficiências requer, principalmente, em casos de comprometimento neurológico, acompanhamentos a longo prazo, onde os resultados que venham a surgir, podem ser, muitas vezes considerados, demasiadamente lentos, o que pode causar ao paciente e seus familiares cansaço e impaciência. Mas são pessoas que apresentam medos e complexos difíceis de ser superados, fazendo com que se torne difícil a obtenção de resultados satisfatórios no quadro clínico, pois, nem sempre, colaboram com a terapia. Entretanto, esta não colaboração provém da falta de incentivo, monotonia, falta de auto confiança, medo, fuga, irritação, ou seja, acontecimentos que são possíveis de ocorrer em uma sala ou clínica terapêutica.

Numa visão holística, o trabalho realizado em equoterapia está intimamente ligado à Fonoaudiologia, pois além do desenvolvimento de linguagem, está sendo trabalhado também o adequamento de funções estomatognáticas e órgãos fonoarticulatórios, a melhora da qualidade da capacidade respiratória e da coordenação pneumo-fono-articulatória.

Estudar a relação da linguagem e o meio ambiente como favorecedor de comunicação, talvez seja um estudo que reside na linguagem privativa de situações especiais, uma linguagem codificada a qual o significado e, também, o conteúdo emocional das palavras não são só expressos foneticamente, mas em imagens.

Por esta visão, relacionar equoterapia e desenvolvimento de linguagem refaz do laço do estudo, um nó que se desata sem esforço e apresenta uma ou mais alças – o vínculo.

 

Fonte: Equoterapia

Adaptação: Revista Veterinária

 

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Atualizado em: 21 de julho de 2011

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