O que é a febre aftosa ?

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Entenda por que essa doença é tão temida pelos pecuaristas

Conceituação: A febre aftosa é uma doença infecciosa viral, altamente transmissível, causada por um picornavírus que acomete bovinos de qualquer idade e caracteriza-se por vesículas seguidas de ulcerações na mucosa bucal, muflo, espaços interdigitais e na pele do teto em fêmeas.

Agente etiológico: É causado por um ácido nucleico do tipo RNA vírus da família Picornaviridae (pequeno vírus) e do gênero Aphtovirus. Existem sete sorotipos imunologicamente distintos O, A, C, SAT1, SAT2, SAT3 e ASIA1 e, no Brasil, foram descritos apenas os três primeiros que são também denominados tipo europeu.

Distribuição geográfica: endêmica em parte da América do Sul, Ásia, Oriente Medio e na maioria dos países africanos.

Prevalência: No Brasil é de 0%.

Importância econômica: a febre aftosa é um problema mundial. A doença reduz o lucro dos criadores e a disponibilidade de carne para o consumo. A ocorrência de febre aftosa pode prejudicar todos os planos de negócios internacionais e causar enormes perdas econômicas, além dos custos para abate, desinfecção e controle do surto.

Hospedeiros: animais biungulados, principalmente os bovinos que são mais suscetíveis, seguidos pelos suínos e depois pelos ovinos, caprinos e os fissípedes silvestres (veado campeiro).

Fatores predisponentes: a movimentação e aglomeração de animais em feiras, exposições, leilões, juntamente com a circulação de caminhões, carros e pessoas em propriedades, vacinação parcial.

Patogenia: a porta de entrada é a mucosa oral e a respiratória. No ponto de entrada ocorre a primeira replicação viral e depois de 4 a 16 horas já se pode observar a afta primária. O vírus atinge a corrente sanguínea e é distribuído para os órgãos de eleição, surgindo aftas secundárias após 48 horas do contágio e acompanhadas de manifestações febris. Ao final de 2 a 4 dias o vírus desaparece da corrente sanguínea.

CADEIA EPIDEMIOLÓGICA

Fonte de infecção: doentes atípicos e doentes em fase prodrômica. Reservatórios são os demais hospedeiros biungulados e cervídeos (veado campeiro no Brasil). Vias de eliminação: secreção oronasal e leite. Vias de transmissão: contágio indireto, principalmente, por meio da água e dos alimentos. Porta de entrada: mucosa da orofaringe.

Suscetíveis: todos os animais biungulados são suscetíveis, mas ocorre com mais frequência em animais jovens e também nos rebanhos leiteiros, em razão do manejo que implica a aglomeração e onde ocorre intensa compra e venda de animais. Ainda ocorre quando a vacinação não obedece às datas estabelecidas e quando não há adequada conservação da vacina e não aplicação da dose recomendada.

Comunicante: É o animal exposto, com risco de adquirir a doença, e pode ser representado principalmente pelos animais de regiões ou propriedades onde o vírus ainda permanece endêmico.

PROFILAXIA

Medidas relativas às fontes de infecção: identificação e sacrifício. A Legislação Internacional determina delimitar zonas de emergência e de vigilância ao redor do foco.

Medidas relativas às vias de transmissão: Desinfecção dos locais e de todo material contaminado; destruição das camas, dos cadáveres e dos produtos de animais da zona infectada.

Medidas relativas aos suscetíveis: vacinação em obediência ao esquema estabelecido pelo Serviço Oficial de DSA. Controle de aglomerações. Medidas relativas aos comunicantes: controle de trânsito (GTA), de aglomerações, quarentena de animais recém-adquiridos e vacinação.

Autores:
Dra. Masaio Mizuno Ishizuka
Professora Titular Emérita da FMVZ-USP e Consultora da Cati
Med. Vet. Fernando C. Lima – EDR de Presidente Prudente
Med. Vet. Mário A. S. de Figueiredo – EDR de Franca
Med. Vet. Marianne de Oliveira Silva – Cetate

Fonte: Site  Rural Pecuaria
Adaptação: Revista Veterinária

 

 

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Atualizado em: 30 de maio de 2011

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