TUBERCULOSE BOVINA: entenda e combata

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Doença infectocontagiosa de grande importância, na veterinária, sendo muito comuns os casos dessa moléstia no Brasil, tornando-se, não só uma grande preocupação de saúde pública como também grande geradora de prejuízos, representando barreiras econômicas.

A tuberculose bovina é causada pelo agente etiológico Micobacterium bovis, que são bactérias gram-positivas aeróbicas de alta resistência, sendo que, em ambientes com incidência de luz, sobrevivem por apenas alguns meses, porém, em pastagens, onde são mais comuns, podem chegar a sobreviver por até dois anos.

Instruídos pelo IMA (Instituto Mineiro de Agropecuária), no final do ano de 1999, dando continuidade em 2000, foi realizado um levantamento por 120 veterinários que visitaram 1585 propriedades rurais do estado que examinou 23.024 animais, sendo estes distribuídos em uma média de 20 por propriedade, em que se observou uma média de 5% de resultados positivos para a tuberculose nesses animais submetidos ao exame.

Essa enfermidade é característica de países em desenvolvimento como o Brasil, tendo grande incidência nos estados de Goiás e Minas Gerais, sendo que em Minas observou-se uma prevalência de casos positivos, em bovinos da região Sul, o que, segundo David de Castro, um dos veterinários envolvidos na pesquisa, já era esperado, por ser uma região com alta criação de gado de leite, que é o mais afetado, devido à forma de transmissão da doença.

A transmissão se dá em cerca de 90% dos casos, por via aerógena, entretanto é muito comum, também, bezerros adquirirem o microrganismo através da ingestão do leite contaminado, assim como acontece com os humanos.

Geralmente, os primeiros sintomas se apresentam pelo acometimento do sistema respiratório, seguido, em torno de 2 a 3 dias de hipersensibilidade e, posteriormente, os bacilos que habitavam os alvéolos pulmonares migram para os linfonodos, causando a formação de um novo granuloma. Animais com a doença em um estágio mais avançado podem apresentar perda de peso, anorexia, debilidade, caquexia, apetite seletivo, anormalidades respiratórias e oscilação de temperatura, provocando uma diminuição de até 25% na produção de carne e leite.

A erradicação da tuberculose é feita juntamente com a da brucelose, porém ainda não existe vacinação contra a primeira. As principais metas estabelecidas pelo Ministério são a vacinação (contra a brucelose), a certificação de propriedades monitoradas, controle de trânsito de reprodutores e normas sanitárias para participação em exposições, feiras e leilões, o credenciamento e a capacitação de médicos veterinários, o diagnóstico e apoio laboratorial e a educação sanitária.

É sempre necessário mais cuidado com a tuberculose, uma vez que, ao se identificar sua presença em um animal, deve-se proceder, por força de lei, à eutanásia.

Minas Gerais foi o primeiro estado a fazer um levantamento dos casos, promovendo metas para a erradicação da doença, logo, não há ainda como fazer a comparação desses números com outros lugares e, devido a essa iniciativa, veterinários envolvidos alegam que há uma boa perspectiva da erradicação da enfermidade no estado.

Fonte: infoescola.com

Adaptação: Revista Veterinária

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Atualizado em: 29 de novembro de 2018

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