Avaliação da morfologia espermática de equinos: principais pontos

Diversas técnicas laboratoriais têm sido desenvolvidas para realizar a avaliação da morfologia espermática de equinos. Com o propósito de obter resultados que demonstrem maior repetibilidade, surgiram sistemas que utilizam a análise computadorizada de imagens como base.

Já é sabido que a fertilidade varia entre garanhões. Por isso, além das análises computadorizadas citadas, existem ainda biotécnicas para a composição do plasma seminal, integridade da membrana plasmática e acrossomal, função mitocondrial, desnaturação da cromatina, peroxidação das membranas espermáticas, entre outros.

Na inseminação artificial (IA), o sêmen é depositado diretamente no útero, o que permite o uso de um número reduzido de espermatozóides. Mas, para chegar até essa fase, a motilidade, a concentração e a morfologia espermáticas são características avaliadas nas amostras de sêmen. Saiba mais sobre o tema neste texto!

Principais pontos da morfologia espermática de equinos 

A alteração morfológica é uma das características que mais se correlaciona com fertilidade, podendo ser classificada de acordo com a região da célula onde ocorreu. Por exemplo: cabeça, peça intermediária e cauda. Outras simplesmente dividem os defeitos em primários e secundários, ou defeitos maiores e menores. 

Normalmente a avaliação da morfologia espermática acontece por meio de esfregaços corados (corantes a base de Wright, Rosa de Bengala, Giemsa e eosina-nigrosina, Karras e outros) ou a técnica da câmara úmida.  A primeira se dá sob microscopia óptica comum e, com o uso da técnica do esfregaço corado, a avaliação do contorno celular fica mais nítida.

Já a técnica da câmara úmida, na qual os espermatozóides não são corados, deve ser realizada utilizando-se microscopia capaz de destacar os contornos celulares, como microscopia de contraste de fase ou microscopia de contraste de interferência diferencial. 

Esses sistemas são programados para classificar objetos e diferenciar imagens das células espermáticas do detrito seminal e/ou superposição de células. Durante a avaliação são medidos parâmetros como diâmetro máximo, diâmetro mínimo, área da cabeça, porcentagem de acrossomo e fator de elipse, que são utilizados para classificar as células segundo sua forma em: normal (formato de cabeça regular), afilada, redonda, macro, micro ou amorfo (cabeça irregular). 

Padrões de morfometria espermática de equinos

A morfometria espermática de algumas espécies animais tem sido estudada com auxílio de instrumentos automatizados, proporcionando análises padrões para os médicos veterinários. Para que não haja alteração nos resultados morfológicos, um sêmen pode ser analisado a fresco ou centrifugado e ressuspendido à concentração de 200 x 106 espermatozóides/mL. 

Em um cenário ideal, os padrões morfométricos médios para as cabeças espermáticas de equinos em garanhões vem sendo padronizados. A média das medidas das cabeças dos espermatozóides entre o grupo de garanhões férteis e subférteis, são respectivamente de 5,35 e 5,81 µm de comprimento; 2,79 e 2,90 µm de largura; 11,43 e 12,66 µm 2 de área e 13,76 e 14,68 µm de perímetro.  

Vale ressaltar que ao menos 100 células espermáticas devem ser avaliadas para se observar a presença de defeitos morfológicos. Normalmente, a porcentagem de espermatozóides morfologicamente normais apresenta uma correlação positiva com a motilidade espermática. 

Por que a capacitação faz diferença nas taxas reprodutivas? 

A avaliação da morfologia espermática é uma parte importante para qualquer exame andrológico. A forma do espermatozóide pode ser alterada durante vários estágios da vida e, em situação de inseminação, ele precisa ser avaliado minuciosamente. 

Médicos veterinários focados na reprodução de equinos ou que busquem conteúdos para complementar seus conhecimentos na área, precisam estar aptos e qualificados para este tipo de avaliação ou poderá comprometer todo o processo. Saiba como se capacitar de uma vez por todas com o Curso de Exame Andrológico em Equinos – manipulação, avaliação e criopreservação de sêmen. 


Fontes: Maciel, Alisson Ceccatto. Revista Brasileira de Reprodução Animal. Embrapa.Revista Brasileira de Reprodução Animal (outro link)



Atualizado em: 28 de setembro de 2021

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