Exame andrológico bovino: importância dessa etapa fundamental para a reprodução bovina

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Exame andrológico bovino importância dessa etapa fundamental para a reprodução bovina

Dentro de uma boa rotina de manejo reprodutivo, o exame andrológico bovino é uma etapa fundamental. Este exame consiste num conjunto de processos que buscam avaliar os aspectos relacionados à fertilidade do touro. Assim, de forma geral, o animal passa uma avaliação de suas condições físicas, histórico de saúde e, principalmente, da sua saúde reprodutiva.

Existem diversas razões para que o exame andrológico bovino tenha a importância e o peso que lhe são dados na reprodução. Uma das principais é evitar que animais de baixa fertilidade entrem no manejo reprodutivo comprometendo os resultados. Assim, o uso do exame andrológico na seleção dos reprodutores é imprescindível para o não comprometimento do índice de fertilidade do rebanho. Um macho pode se acasalar com um grande número de fêmeas por monta natural ou fornecer sêmen para diversas fêmeas na inseminação artificial. Por isso, medir a eficiência reprodutiva dos machos torna-se mais importante do que medir a eficiência de qualquer fêmea.

Pensando nisso, neste artigo buscamos apresentar a importância do exame andrológico bovino para os bons resultados de um rebanho. Boa leitura! 

Etapas do exame andrológico bovino

Como apontamos, o exame andrológico bovino completo tem como objetivo a avaliação de todos os fatores que contribuem para a função reprodutiva normal do macho. Por esse exame podem ser detectadas alterações do desenvolvimento do sistema genital, alterações regressivas, progressivas e inflamatórias nos diversos órgãos, bem como distúrbios na libido e na habilidade de cópula. Fazer esse diagnóstico é importante porque essas alterações levam tanto à incapacidade de fecundação como de monta, em vários graus, caracterizando quadros de subfertilidade ou de infertilidade.

De forma breve, as etapas do exame andrológico bovino podem ser listadas como:

  • Exame geral: nesta etapa é realizada a análise clínica do touro, verificando o estado geral, historico de doenças e exame clínico completo do animal, inclusive um exame completo do sistema locomotor;
  • Exame do sistema genital: nesse momento, é feito o exame dos órgãos genitais externos e externos são examinados usando-se a inspeção, palpação e ultrassonografia;
  • Comportamento sexual: aqui, observa-se se o touro é capaz de identificar as fêmeas em estro, já que parte da sua capacidade fértil está ligada a esse comportamento;
  • Espermograma: por fim, é feita a coleta e análise do sêmen do reprodutor, diagnosticando sua capacidade reprodutiva.

Dessa forma, o exame andrológico bovino deve ser uma ferramenta de rotina nas propriedades que trabalham com a reprodução animal. No entanto, é comum observar que a procura por essa ferramenta ocorre somente em situações em que se observa problemas de fertilidade do rebanho. Ou seja, o produtor já pode ter perdido a estação de monta, gerando prejuízos. Portanto, é indicado que os exames para avaliação dos reprodutores tenham início antes da estação de monta, junto ao programa de colheita e conservação do sêmen se estendendo ainda durante as relações de comercialização dos reprodutores.

Importância do exame andrológico bovino

Conhecendo as etapas do exame andrológico bovino, é possível entender a importância de sua realização no manejo reprodutivo. O principal ponto de relevância dessa técnica está na classificação dos touros, permitindo que machos com problemas na condição reprodutiva sejam tratados antes de serem utilizados. Após passar pelos processos da avaliação o animal será classificado como apto, inapto ou questionável.

A categoria “apto” ou “satisfatório” é usada para animais que atingirem ou ultrapassarem o limite mínimo recomendado para circunferência escrotal, motilidade e morfologia espermáticas, e não apresentarem qualquer característica física anormal ou razão que possa comprometer seu desempenho reprodutivo. “Inaptos” ou “insatisfatórios” são aqueles machos que não atingiram o limite mínimo recomendado em uma ou mais características e para os quais é improvável que haja melhora na classificação. Nessa categoria também estão incluídos animais com anomalias genéticas ou problemas irreversíveis que possam comprometer seu uso como reprodutor. 

Na categoria “questionável”, estão incluídos os machos que devem aguardar novos exames. Essa classificação é recomendada para machos imaturos, que sofrem de um problema transitório ou que apresentam problemas durante a monta , como uam lesão por exemplo. Ou seja, questões que os impede de serem classificados como satisfatórios na época do exame, mas indica que o animal pode melhorar com a idade ou o período convalescente. Também inclui animais em que houve problemas na colheita de sêmen e que apresentam características seminais abaixo ou próximas dos limites mínimos e que podem melhorar em futuras avaliações.

Papel do profissional na realização do exame andrológico bovino

Como apresentamos, o exame andrológico bovino é essencial para a qualidade dos resultados do manejo reprodutivo de um rebanho. Contudo, para a qualidade desse exame e do seu diagnóstico, é preciso que o profissional esteja capacitado e preparado para realizá-lo de forma eficiente. 

Pensando que esse exame exige um conhecimento amplo da fisiologia do animal e do manejo geral executado, é importante que o profissional esteja preparado para reconhecer todos os cenários que envolvem a capacidade reprodutiva do touro. Assim, a experiência prática confere ao veterinário a possibilidade de melhores diagnósticos, classificando de maneira mais eficiente os machos do rebanho.

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Fontes: CBRA, CPT Cursos Presenciais e Shop Veterinário

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Atualizado em: 2 de junho de 2020

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