Melhore a taxa reprodutiva do seu rebanho com o manejo reprodutivo

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A reprodução de bovinos tem como finalidade a produção de bezerros e bezerras, utilizando matrizes, a partir da maturidade sexual até o momento de descarte e consequente substituição por novilhas (reposição), sendo que o ciclo se repete de geração em geração. A reprodução pode ser definida como o período entre a concepção da mãe e subsequente concepção da filha.

A necessidade da reprodução de bovinos deve-se à baixa produtividade do rebanho originada dos seguintes fatores: baixo desempenho reprodutivo, potencial genético inferior dos animais e alimentação inadequada. As causas nutricionais são de maior relevância por afetar, primeiramente, as funções fisiológicas gerais do organismo animal e, secundariamente, se refletindo em distúrbios no sistema reprodutivo. Esses são mais freqüentes em decorrência de falta (subnutrição), do que pelo excesso de nutrientes.

Para atender às exigências de mantença e desenvolvimento, os bovinos precisam de quantidades adequadas de nutrientes, água, energia, proteína e minerais. Os alimentos volumosos constituem a principal e mais econômica fonte de nutrientes. As pastagens que os animais consomem devem ser de boa qualidade e o mais digestível possível. Com teores nutricionais com uma taxa de proteína bruta (PB) de cerca de 10%, nutrientes digestíveis totais (NDT) de 60% e teor mineral de 2%, em quantidade suficiente e em equilíbrio, pois assim os animais consomem grandes quantidades de alimentos e apresentam bons índices zootécnicos.

O excesso de energia (gordura), na fase que antecede a maturidade sexual em novilhas, pode acarretar distúrbios reprodutivos pelo acúmulo indesejado de tecidos gordurosos no sistema reprodutor. Na rotina, entretanto, o que ocorre com maior frequência é a deficiência de energia sendo, portanto, o problema mais sério e limitante na exploração bovina.

Nos rebanhos de corte, essa situação é mais relevante ainda, uma vez que, geralmente, não se tem um manejo racional de suplementação energética e volumosa nos períodos secos (principalmente lotes de vacas com cria ao pé e vacas gestantes), chegando os animais extremamente debilitados ao parto ou as estações de monta, comprometendo tanto a espermatogênese nos machos como o aumento da incidência de falta de cio nas vacas.

A deficiência de proteínas geralmente está associada à escassez de volumoso de boa qualidade nas pastagens, não permitindo o consumo de alimento em quantidades necessárias. Essa deficiência prolongada no período de crescimento provoca o retardamento da puberdade e da maturidade sexual de machos e fêmeas e em animais gestantes, se for severa, pode induzir ao abortamento. No entanto, esse problema pode ser resolvido com o uso mais racional das pastagens, por meio de adubações periódicas, uso de pastejo de rotação, vedação de pastagens para posterior uso na época seca, além de suplementação alimentar a pasto.

Quanto aos minerais, a redução nos níveis de cálcio sanguíneo pode retardar a involução uterina, aumentar a incidência de partos normais e de retenção de placenta. A deficiência de fósforo está relacionada com distúrbios reprodutivos, manifestações como falta de cio, cios irregulares e redução na taxa de concepção. Sódio, cloro e potássio – o sódio e cloro são geralmente apresentados na forma de cloreto de sódio. O excesso de potássio, acompanhado de deficiência de sódio, acarreta o aparecimento de cios irregulares, prolongados, cistos, mortalidade embrionária e, às vezes, aborto. Essa síndrome aparece frequentemente em animais mantidos em pastagens queimadas, uma vez que as pastagens apresentam níveis elevados de potássio e baixos de sódio.

Fonte: Embrapa

Adaptação: Revista Veterinária

 

 

 

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Atualizado em: 21 de junho de 2012

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