Novo método de descorna cirúrgica

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É uma cirurgia muito comum, realizada em bovinos, com o objetivo de diminuir danos à carcaça do animal proveniente de brigas, aumentar o número de animais estabulados e melhorar a estética do mesmo.

A descorna cirúrgica pode resultar em diversas complicações quando não realizada através de uma técnica segura. Dentre as ocorrências mais comuns de problemas pós-operatórios desse procedimento, tem-se a deiscência, principalmente quando a sutura é feita sob tensão, por não ter uma margem adequada para aproximação das bordas.

O método tradicional consiste, após a contenção do animal e anestesia, fazer-se uma incisão em forma de elipse envolvendo a base do corno, iniciando-se próxima à eminência nucal e indo em direção lateral por cerca de 5 centímetros da base lateral do corno, sendo realizada a aproximação das bordas e suturando por sutura interrompida simples com fio de poliamida 0,80.

Um trabalho realizado nos municípios de Palotina e Assis Chateaubriand, na região noroeste do Estado do Paraná, testou uma nova técnica de descorna cirúrgica, visando diminuir a tensão para sutura das bordas.

A técnica aplicada tem como característica diferenciada a diminuição da perda de pele por menor ressecção de tecido, correspondente à meia-elipse médio-rostral e meia-elipse latero-caudal, na substituição da incisão feita em formato de elipse completa. O desenho geométrico formado após a ressecção do corno em conjunto com as duas meias-elipses, permitiu uma boa aproximação das bordas da ferida cirúrgica necessitando de uma menor divulsão de tecido subcutâneo (aproximadamente 0,5 a 1 centímetro menor que na técnica tradicional). A menor tensão resultou em uma cicatrização mais rápida e sem grandes complicações.

Um problema comum de ocorrência em pós-operatórios devido à deiscência cirúrgica parcial é a sinusite do seio frontal, que é decorrente da exposição do seio à agentes contaminantes do ambiente, que, segundo o protocolo proposto por FIORAVANTI et al. (1996) deve ser tratado com drenagem do conteúdo do seio frontal, irrigação abundante com solução fisiológica e iodo à 1%, curativo com gazes e unguento, e antibiótico, penicilina G benzatina, penicilina G procaína, penicilina G potássica e diclofenaco de sódio.

Por Stéfany Dias – Revista Veterinária

 

 

 

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Atualizado em: 19 de abril de 2012

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