Sêmen refrigerado bovino: melhore suas taxas na IATF!

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Sêmen refrigerado bovino melhore suas taxas na IATF

Os diferentes tipos de conservação de sêmen bovino para práticas de reprodução, despertam várias questões em pesquisadores e profissionais. Seja pelo seu impacto nas taxas de prenhez, ou na fisiologia do produto coletado dos machos, não é de hoje que veterinários buscam entender a melhor maneira de conservar o sêmen para os objetivos de cada criação. Pensando nisso, em 2019, a Embrapa no Pantanal em parceria com a Escola Superior de Agricultura Luiz Queiroz da Universidade de São Paulo (Esalq-USP) realizou pesquisas para identificar possíveis vantagens do uso de sêmen refrigerado comparado ao congelado na inseminação artificial em tempo fixo de bovinos (IATF).

Entre os resultados, os pesquisadores chegaram à conclusão de que usar o sêmen refrigerado em programas de inseminação em tempo fixo (IATF) proporciona maiores taxas de prenhez. Segundo a pesquisa, após avaliação das vacas inseminadas identificou-se um aumento em torno de 20% nessa taxa. E mais, os pesquisadores atribuem esta variação a uma questão bem específica: a preservação da membrana plasmática do espermatozoide. Isso porque, as variações de temperatura são menores se comparadas ao sêmen congelado, o que reduz os processos que lesionam as células e diminuem a viabilidade do lote.

Ao longo deste artigo falaremos um pouco mais sobre a pesquisa e sobre os detalhes importantes relacionados ao assunto. Boa leitura!

Detalhes sobre a pesquisa

De acordo com informações da Embrapa Pantanal, uma das etapas da pesquisa consistiu na coleta de material de três touros melhoradores em uma propriedade que fica próxima a Corumbá (MS). Então, o sêmen refrigerado a cinco graus, foi transportado de avião até outra fazenda localizada no mesmo Estado. Após 24 horas foi usado na inseminação das fêmeas.

Para análise, comparou-se cerca de 400 bovinos submetidos a estas condições. Outras 400 vacas foram inseminadas por meio de protocolos regulares usando sêmen congelado dos mesmo animais. Segundo a cientista da Embrapa, a taxa de prenhez obtida com o sêmen congelado foi de 49,9%, já com sêmen refrigerado foi de 59,9%.

Outro ponto importante é a oportunidade de introduzir uma genética no rebanho, que seja capaz de aprimorar a produção. Assim, é possível gerar animais com genética superior, quando comparados com aqueles que seriam obtidos por meio da monta natural com touro de genética inferior. 

Próximas etapas

Atualmente a pesquisa com o uso de sêmen refrigerado está voltada para análise da relação entre a longevidade do período de resfriamento e as taxas de prenhez. Então, fatores relacionados a durabilidade do material estão sendo avaliados. Segundo informações do boletim publicado pela Embrapa, foram utilizados e comparados sêmens com 24 a 48 horas de resfriamento.

Até o período atual, não foram constatadas diferenças expressivas em relação a taxa de prenhez entre os materiais avaliados no período 2017/2018. Aliás, segundo a pesquisadora, é uma ótima notícia, dado que ao usar o sêmen em até 48 horas após processado, a prenhez foi mantida.

Em 2018/2019 os pesquisadores compararam a utilização do sêmen refrigerado refrigerado a 24, 48 e 72 horas após serem coletados. Então, a pesquisadora ressaltou que estão analisando o intervalo de 72 horas para identificar o momento em que a taxa de prenhez cai e se equipara a taxa obtida com o sêmen congelado.

O trabalho com sêmen refrigerado é oportunidade de destaque para médicos veterinários

Sabemos que o médico veterinário é peça fundamental para obter bons resultados com as biotecnologias disponíveis para serem aplicadas nos rebanhos. Por isso, o profissional que quer se destacar, precisa conhecer a fundo as técnicas de manipulação do sêmen. Afinal,  produtores investem altos valores em material genético do touro melhorador. Contudo, qualquer descuido pode gerar prejuízos muito significativos.

O médico veterinário que já faz o trabalho a campo de Inseminação artificial em tempo fixo (IATF), tem uma grande oportunidade quando busca se capacitar para manipular o sêmen refrigerado de maneira adequada. Dessa forma, é possível agregar valor ao trabalho e se tornar referência entre os produtores que querem aumentar a taxa de prenhez de seu rebanho.

Pesquisas como esta, relacionadas ao uso de sêmen congelado, trazem grandes melhorias para toda a cadeia produtiva de bovinos. É algo que pode ser aplicado em qualquer localidade e aprimora todos os elos da cadeia. 

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Fonte: Embrapa, O Presente Rural e Agro em dia

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Atualizado em: 15 de maio de 2020

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