O que o produtor precisa saber sobre a Pleuropneumonia – doença que afeta os suínos

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Fatores de risco, diagnóstico e controle da pleuropneumonia

A pleuropneumonia suína é uma doença relativamente nova, porém o número de casos confirmados tem aumentado durante os últimos anos. É causada pela bactéria Actinobacillus pleuropneumoniae e é uma doença infecto-contagiosa de distribuição mundial, que causa lesões graves no pulmão e na pleura. A doença pode se apresentar de forma superaguda ou aguda, sendo que nestas situações, pode ser observada alta mortalidade com quadro de pleuropneumonia exsudativa, fibrino hemorrágica e necrótica, ou pode se apresentar de forma crônica com a ocorrência de aderências de pleura e pericárdio.

Além da mortalidade e do atraso na idade do abate, em até 20 dias, a condenação de carcaças, no abatedouro, causada pelas lesões, traz  grandes prejuízos aos suinocultores. Com o aparecimento da circovirose, no Brasil, os quadros de pleuropneumonia se intensificaram, principalmente, naquelas que já contavam com a presença do agente causador disseminado pelo rebanho.

A introdução da infecção em um rebanho ocorre pela aquisição de animais portadores da doença, sendo esses os principais disseminadores, no rebanho. Suínos de todas as idades são susceptíveis, porém, os surtos são mais comuns em animais na fase final de recria, em geral, de 70 a 100 dias de idade.

Quando a doença se manifesta de forma superaguda, ocorrem casos de morte súbita e os animais mortos podem apresentar sangue saindo pelas narinas e/ou boca. Na forma aguda da doença, pode-se observar febre, apatia, intensa dificuldade para respirar, tosse profunda, pele avermelhada, animal em posição de “cão sentado” e mortalidade.

Os animais com infecção crônica podem manifestar sinais de baixo desenvolvimento e acessos esporádicos de tosse. Nesse último caso, pode-se observar número alto de condenações de carcaças no abatedouro, devido a aderências de pleura e pericárdio.

A transmissão ocorre principalmente pelo ar e pelo contato direto entre os suínos. Observa-se uma maior susceptibilidade à doença, entre os meses de Julho e Setembro, em razão da grande variação climática. Outras variáveis ambientais e de manejo, também exercem um papel importante na disseminação e controle da doença. Nos rebanhos a infecção é mantida pelos portadores assintomáticos da doença, os quais eliminam o agente causador e infectam outros animais por contato, mantendo-a assim no rebanho.

Fatores de risco:

Os principais fatores de risco que podem agravar a disseminação ou sinais clínicos da doença são:

-Lotes com animais de diferentes origens;
-Não utilização do sistema “all in-all out”;
-Ventilação deficiente;
-Alta densidade de animais;
-Presença de pneumonia enzoótica;
-Variações térmicas diárias amplas;
-Presença de micotoxinas no alimento;
-Reagrupamento de suínos na fase de crescimento/Terminação;
-Utilização de sistema contínuo de produção sem vazio sanitário entre os lotes;
-Sistema de terminação com lotação acima de 500 animais por galpão;
-Divisórias das baias vasadas, o que facilita o contato nariz com nariz dos animais;
-Superlotação de baias;
-Presença de circovirose, rinite atrófica e infecção por Streptococcus suis.

Para evitar a introdução do agente na granja é importante adquirir animais de núcleos livres da doença.

Diagnóstico:

O diagnóstico da pleuropneumonia é feito a partir da observação dos sinais clínicos, lesões e exames laboratoriais. O agente pode ser isolado a partir das lesões pulmonares e submetido à sorotipagem e susceptibilidade aos antimicrobianos (antibiograma). A detecção do agente também pode ser feita através da técnica de PCR em tecido pulmonar ou tonsila. A sorologia pode ser utilizada para identificação de granjas e/ou lotes positivos e é indicado nas seguintes situações:

-Identificação de infecção crônica ou subclínica;
-Estudo da dinâmica da infecção ou perfil sorológico em granjas infectadas;
-Estabelecer programas de vacinação, fase da aplicação da vacina para se obter o resultado desejado;
-Identificação de rebanhos infectados;
-Tentativas de erradicação da doença;
-Verificação da resposta imunológica dos animais frente à vacinação.

Controle:

O controle da pleuropneumonia pode ser feito através da correção dos fatores de risco, medicação injetável, nos casos superagudos e agudos, e via água ou ração nos casos crônicos e adoção de um programa de vacinação com o objetivo de estimular a resposta imune do animal, frente ao contato dos mesmos com o agente causador da doença, impedindo-o de desenvolver a doença, reduzindo as perdas.  Para tratamentos de animais doentes, devem-se utilizar antibióticos, após realização de cultura, e antibiograma, para que não ocorra a resistência de microrganismos, evitando-se, assim, um custo produção sem retorno financeiro.

Fonte: Site Suinocultura

Adaptação: Revista agropecuária

 

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Atualizado em: 21 de junho de 2011

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