Cesariana em cães e gatos: saiba os cuidados nessa situação

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Cesariana em cães e gatos saiba os cuidados nessa situação

A cesariana em cães e gatos, tem sido adotada pelo mundo veterinário como uma solução confiável para muitos casos. Isso se dá, principalmente, por esta ser uma técnica capaz de evitar uma série de problemas que comprometam o nascimento dos filhotes. A redução desses riscos, cabe tanto para situações envolvendo mãe pet como as que apresentam perigos aos seus novos filhotes.

Apesar disso, em boa parte dos casos, a cesariana em cães e gatos ainda é um processos cirúrgico recomendado, basicamente, em casos de emergência. Contudo, também há muitas ocorrências em que os médicos veterinários conseguem reconhecer possíveis dificuldades no parto, de forma antecipada. Podendo, então, programar uma cesariana para evitar as complicações.

Independente do motivo da cesárea, é muito importante que os animais tenham tratamento apropriado. Isso inclui, sua estabilização fisiológica, preparação cirúrgica eficiente e anestesia segura e efetiva, para que a realização da cesariana seja bem sucedida. Quer saber um pouco mais sobre esse assunto? Então, continue lendo este artigo.

Quais os cuidados que devemos ter com a cesariana em cães e gatos?

Os cuidados para a realização da cesariana em cães e gatos, como em outros processos de parto, começam ainda na gestação. Nos animais de modo geral, filhotes saudáveis estão intimamente relacionados à escolha de bons reprodutores, antes de se programar o cruzamento. Contudo, sabemos que o cenário dos pets nem sempre é assim, por isso os cuidados com a fêmea gestante representam sim um papel no sucesso da cesárea.

Assim, é preciso que durante a gestação, a fêmea receba acompanhamento e assistência de um veterinário, principalmente durante o momento do parto. Outro cuidado importante, é a observação do estado clínico dos filhotes, imediatamente ao nascer, e durante o período de amamentação.

O acompanhamento pós-parto é de suma importância para garantir a saúde da mãe e dos filhotes. Após o nascimento, é importante verificar se a mãe estimula as regiões perianal e genital de seus filhotes, para que estes se sintam estimulados a urinar e defecar. Se isso não ocorrer, é necessário massageá-los com algodão embebido em água morna.

Em cerca de 15 dias, os filhotes devem estar fortes e saudáveis, e com os olhos abertos. Vale destacar que, infelizmente, muitas ninhadas se perdem por falta de preparo dos envolvidos e dos cuidados adequados.

Sinais que merecem atenção

Diante do que apresentamos, existem alguns sinais que merecem atenção dos tutores. Isso porque, eles podem ser indicativos de problemas gestacionais, emergências com os filhotes e são, muitas vezes, indicativos da necessidade da cesariana em cães gatos.

Assim, para garantir a saúde da fêmea e dos filhotes, os tutores devem se atentar para os seguintes sinais, antes e durante o parto:

  • Sinais de dor durante a gestação;
  • Corrimento escuro ou sanguinolento em qualquer período gestacional;
  • Tremores dias antes, durante ou após o parto (eclâmpsia);
  • Respiração ofegante por mais de 8 horas;
  • Temperatura elevada ou reduzida;
  • Intervalo muito longo (mais de 5 horas) sem que seja expelido outro filhote (existência comprovada pelo ultrassom);
  • Feto retido no canal (a cabeça está exposta mas o corpo permanece dentro da mãe).

Em quais situações é indicada a cesariana em cães e gatos?

Como dissemos, a cesariana em cães e gatos ainda é indicada em casos específicos, principalmente envolvendo emergências e problemas durante a gestação. Assim, cabe ao veterinário responsável reconhecer essas situações e recomendar, ou não, a realização desse procedimento.

Com isso, existem algumas situações onde a cesariana em pets é mais comumente recomendada. São elas:

  • Mau posicionamento ou desenvolvimento fetal;
  • Estreitamento do canal pélvico da fêmea;
  • Inércia uterina ou putrefação fetal;
  • Número pequeno ou grande número de filhotes; 
  • Fêmeas muito jovens ou senis;
  • Antecedentes de partos difíceis (distócicos); 
  • Sofrimento fetal;
  • Alterações que possam dificultar o parto, na falta de assistência veterinária, durante a gestação.

Vale ainda ressaltar que algumas raças são mais suscetíveis a dificuldades no parto, principalmente envolvendo cães. Um bom exemplo, é o bulldog que, por ser uma raça braquicefálica, possui dificuldades cardio respiratórias o que pode comprometer o parto natural dos filhotes, a saúde da mãe, entre diversas outras questões. Nesses casos, é comum que os cuidadores já se programem para o procedimento cesáreo. Isto é, fazem um verdadeiro pré-natal, com direito à ultrassonografia e a acompanhamento especializado.

Caso o parto seja cirúrgico, aplicam-se anestésicos voláteis (isoflurano) ou anestesia epidural. Isso irá diminuir as chances de depressão respiratória nos filhotes. Vale lembrar que a aplicação da anestesia deve ser feita por um profissional veterinário. Entretanto, uma cesariana que não é feita em um centro cirúrgico e por pessoas especializadas pode trazer consequências ainda piores. Uma cirurgia sempre é um risco, pois expõe o animal a uma série de fatores. 

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Fonte: Secad

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Atualizado em: 28 de julho de 2020

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