Exame andrológico em equinos: saiba como funciona

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Exame andrológico em equinos: saiba como funciona
Foto: CPT Cursos Presenciais

Realizar um procedimento de seleção nos garanhões é de extrema importância para bons resultados de reprodução equina. O exame andrológico em equinos tem como objetivo determinar a qualidade reprodutiva desses animais, analisando a fertilidade destes por meio de índices como as características do sêmen, as condições físicas e o histórico do garanhão, identificando, ainda, animais inférteis ou subférteis. 

Desse modo, esse exame se faz indispensável para o manejo reprodutivo desses animais. Se interessou pelo assunto? Continue a leitura! 

O exame

A análise andrológica é feita com o objetivo de analisar as características reprodutivas dos machos, além de avaliar seu estado físico e procurar por possíveis doenças que podem acometê-los e prejudicar seu desempenho reprodutivo. Esse exame deve ser feito toda vez que há uma estação de monta, que, no Brasil, começa no mês de setembro e pode se estender até fevereiro. Nestes casos, é indicado que o exame andrológico em equinos seja feito até o mês de agosto. Caso haja o interesse na comercialização do sêmen equino, recomenda-se que essa avaliação seja feita a cada 90 dias. 

Dentre as vantagens desse processo, pode-se destacar o aumento do desempenho reprodutivo do rebanho, a prevenção de doenças ou problemas ligados à fertilidade e à avaliação da qualidade do sêmen. A análise correta dos resultados obtidos com o exame andrológico em equinos traz benefícios ao índice reprodutivo da fazenda, aumentando a taxa de potros nascidos e, consequentemente, possibilitando um maior retorno financeiro ao produtor.  

Como é feito o exame andrológico em equinos?

Primeiramente, é feito um exame geral do animal, procurando por possíveis enfermidades, monitorando a frequência cardíaca e observando o funcionamento do sistema reprodutor. Além disso, faz-se uma análise do histórico desse animal, que deve conter informações como: desempenho reprodutivo, tratamentos prévios, alimentação, rotina e procedência do animal. Nessa fase, procura-se por sensibilidades, anormalidades físicas ou qualquer outro acometimento nos sistemas respiratório, digestivo e cardiovascular.

Em seguida, é realizado um exame específico nos órgãos genitais e internos do aparelho reprodutor do animal. Esse exame é de extrema importância para avaliar a saúde e o bom funcionamento desse sistema, buscando por possíveis doenças ou alterações que possam ser prejudiciais, verificando, também, a raça e a idade do garanhão. A inspeção externa é realizada por meio de palpação, e a interna, requer, por muitas vezes, o auxílio da ultrassonografia.

Outra análise importante que deve ser feita no exame andrológico em equinos é a do comportamento sexual dos garanhões, observando sua conduta quando estão próximos das fêmeas do plantel. Examinar esse desempenho é indispensável ao produtor que almeja atingir suas metas quantitativas, já que as fêmeas equinas possuem um ciclo estral próprio, entrando no cio apenas uma vez ao ano. Dessa maneira, visando aproveitar ao máximo esse período e diminuir as chances de um grande prejuízo reprodutivo para a fazenda, é imprescindível garantir que os garanhões tenham um bom comportamento sexual. 

Finalmente, após a observação dos outros aspectos citados, é feita a análise do sêmen do animal. Nessa etapa, são avaliadas características como o pH, o volume e concentração, o vigor dos espermatozoides e aspectos físicos do sêmen, além de testar sua capacidade de congelamento e resfriamento. Ainda, o sangue do garanhão submetido ao exame também é avaliado. Quando esse exame é feito, procura-se por vírus transmissores de AIE, Anemia Infecciosa Equina, que é uma doença que não possui cura e que pode ser transmitida a outros animais por meio do sêmen. Nesses casos, os equinos acometidos pela virose devem ser sacrificados. 

Em resumo, pode-se concluir que as etapas do exame andrológico em equinos são: 

  1. Exame físico;
  2. Exame do sistema reprodutor;
  3. Observação do comportamento sexual;
  4. Análise do sêmen e do sangue do garanhão.

Criopreservação de sêmen 

Uma técnica muito utilizada e que apresenta resultados positivos na reprodução equina é a criopreservação do sêmen dos garanhões. Tendo em vista que esse método traz benefícios ao rebanho e ao produtor (como o aumento da disponibilidade dos espermatozoides e o uso de sêmen vindo de diferentes lugares), conclui-se que é indispensável que o profissional que trata do exame andrológico em equinos domine essa técnica. 

O congelamento do sêmen equino tem diversas vantagens. Dentre essas, destacam-se: a viabilização da reprodução assistida e possibilidade de melhoramento genético do plantel, uma vez que permite o uso do sêmen de animais comprovadamente superiores geneticamente. Para que essa técnica seja aplicada da melhor maneira possível, é preciso assegurar que a fertilidade do sêmen seja devidamente avaliada, buscando por possíveis defeitos celulares e avaliando a motilidade das amostras, além de garantir que a preservação seja feita de modo adequado. 

A primeira etapa da criopreservação é a diminuição da temperatura do sêmen ao clima ambiente. A temperatura média do sêmen antes desse processo é de 37ºC, que é a temperatura corporal do garanhão. Assim, é resfriado a 20ºC por meio de um processo de diluição. Após esse processo, o valor da refrigeração abaixa mais uma vez e passa a ser de 5ºC, sempre acompanhando a curva de congelamento que foi estabelecida, com a finalidade de evitar a formação de cristais que podem lesionar a membrana dos espermatozóides, situações que podem ser prejudiciais à conservação do sêmen. 

O exame andrológico em equinos é, comprovadamente, uma análise que traz diversos benefícios e que deve ser feito por um profissional com preparo e que domine as técnicas utilizadas nesse processo. Gostaria de se especializar nessa área? Conheça o Curso de Exame Andrológico em Equinos – manipulação, avaliação e criopreservação de sêmen! 

 Fontes: CPT Cursos Presenciais, Shop Veterinário, Criação de Cavalos, Escola do Cavalo, Universidade de Brasília – FAV.

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Atualizado em: 4 de março de 2021

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